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Pesquisadores propõem isolamento diferenciado no estado de São Paulo

Cenários preveem medidas de distanciamento social até setembro

Por Agência Brasil 19 Maio 2020, 18h25

Pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria propuseram um modelo de regimes de isolamento social diferenciados entre as regiões do estado de São Paulo.

Segundo o trabalho, cada cidade poderia adotar um regime mais adequado à situação da pandemia. “Nosso projeto vai de encontro ao desafio de desenvolver uma ferramenta que apresenta o nível de mitigação necessário para diferentes cidades em momentos diferentes, com o objetivo de aliviar o impacto sobre as atividades e ao mesmo tempo protegendo o sistema de saúde”, diz o artigo publicado na plataforma medRxi, ainda não submetido à crítica da comunidade científica. O trabalho é assinado pelos pesquisadores Paulo J.S.Silva, Tiago Pereira e Luis Gustavo Nonato.

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O modelo matemático leva em consideração variáveis como o tamanho da população e a capacidade do sistema de saúde dos municípios para estimar o rigor das medidas e a duração dos diferentes níveis de distanciamento. “No mundo real, a aplicação desses pesos deve ser feita pelos tomadores de decisão levando em consideração os diferentes aspectos políticos e econômicos”, ponderam os pesquisadores no artigo.

Os cenários elaborados preveem a adoção de medidas de distanciamento social no estado até setembro. Para algumas localidades, os pesquisadores avaliam que o melhor sejam medidas graduais que variam entre o isolamento até o confinamento extremo (lockdown). Em outras cidades, como Osasco, Guarulhos e Santo André, na Grande São Paulo, os pesquisadores sugerem a alternância entre momentos de abertura total e isolamento extremo, como forma de conter a disseminação do coronavírus, preservando ao máximo a atividade econômica.

Para a capital paulista, como o sistema de saúde tem uma capacidade duas vezes maior do que o restante do estado, os especialistas acreditam que será possível abrir mão das medidas de controle antes do que a maior parte dos municípios.

Os pesquisadores ressalvam, entretanto, que as previsões precisam de dados acurados para funcionar. “Porém, o sistema pode ser ajustado à medida que forem recolhidas novas informações”.

O centro de estudos está sediado no campus de São Carlos, da Universidade de São Paulo, e reúne pesquisadores de universidades estaduais e federais, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

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