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Na capital, Covid se espalha de forma igual por regiões, classes sociais e raças

Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde, afirmou que há uma "disseminação generalizada" da doença na cidade

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 12 fev 2021, 15h24 - Publicado em 12 fev 2021, 15h07

A prefeitura de São Paulo divulgou uma pesquisa nesta sexta-feira (12) que aponta para uma infecção generalizada da Covid-19 na cidade. De acordo com documento, a diferença da prevalência do vírus em variáveis como região, raça, classe socioeconômica e escolaridade é cada vez menor. 

“Houve uma diminuição das diferenças entre as prevalências de infecção, considerando-se as regiões do município e as variáveis sócio-demográficas de renda, escolaridade, raça e cor, onde é possível afirmar que há uma disseminação generalizada da doença em toda a cidade”, afirmou o secretário municipal da Saúde Edson Aparecido, em coletiva de imprensa. 

Pelo critério das classes sociais, 14,8% dos infectados pertencem à A e B, 12,4% são da classe C e 15,3% das classes D e E. Já na variável racial, a prevalência da Covid-19 é de 14,5% entre pretos e pardos e 13,6% entre os brancos. 

Em relação a escolaridade, cidadãos com nível superior de escolaridade apresentaram menor prevalência do vírus, com 9,9%. 14,6% dos contaminados pertencem a parcela que concluiu o ensino médio e 16,2% são do grupo que estudaram até o ensino fundamental. As pessoas sem nenhum nível de escolaridade somam 15,3% dos infectados.

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Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, Grupo Fleury, Instituto Semeia e Todos Pela Saúde em agosto de 2020, a diferença de prevalência entre esses grupos era maior há meses atrás. 

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Os dados apontavam uma contaminação maior do vírus em pessoas com renda baixa, em que o número de infectados chega a 22%. Já para a classe média, o índice é de 18,4% e para paulistanos com renda alta (acima de 5 540 reais), a porcentagem foi de 9,4%. 

Também era notável um número maior de infectados em pessoas com grau de escolaridade baixa. Entre os que têm ensino superior, o índice de contágio foi de 12% e em quem não chegou a cursar o ensino fundamental, o número chegou a 22,5%. Entre pretos e pardos, o valor de contaminação foi de 20,8% contra 15,4% nos brancos.

“A faixa de IDH alto tem prevalência de 6,3%, a faixa de IDH médio tem a prevalência de 16,4%, no chamado Centro expandido da cidade, e a faixa de IDH baixo, tem 16,2%. A prevalência por faixa de IDH se mantém significativamente menor na faixa de IDH alto, e houve aproximação de prevalência dos IDHs médio e baixo da cidade. Então, o chamado Centro expandido, com a periferia mais distante, já não há, praticamente, diferença da ocorrência da doença na cidade.”, disse o secretário municipal da Saúde. 

A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (12) faz parte da segunda fase do inquérito sorológico realizado com adultos no município de São Paulo. A primeira fase, feita em janeiro deste ano, apresentou 14,1% de prevalência do vírus na cidade. 

Segundo o levantamento, 19,2% das pessoas se infectaram saindo de casa para atividades não essenciais, 13,6% contraíram a Covid-19 indo ao trabalho e 11,4% afirmaram ter ficado doente sem sair de casa durante o isolamento social. 

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