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Variante do coronavírus encontrada na África do Sul preocupa cientistas

Temor é de que vacinas contra a Covid-19 não ajam na nova cepa; ministro britânico disse que mutação é mais problemática que a do Reino Unido

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 5 jan 2021, 12h59 - Publicado em 5 jan 2021, 12h24

Cientistas temem que as vacinas contra a Covid-19 sejam ineficazes em relação à nova variante encontrada na África do Sul. As informações são do jornalista britânico Robert Peston, editor político da ITV, que citou um consultor científico não identificado do governo britânico. 

Matt Hancock, ministro da Saúde britânico, afirmou estar preocupado. “Estou extremamente preocupado com a variante sul-africana e é por isso que tomamos as medidas de restringir todos os voos da África do Sul”, disse ele à rádio BBC. “Este é um problema muito, muito significativo (…) e é ainda mais problemático do que a nova variante do Reino Unido”, completou.

Apareceram na África do Sul e no Reino Unido novas variantes da doença, inclusive mais infecciosas e que resultaram em um aumento de casos nas últimas semanas em ambos os países. Ainda não há evidências de que a cepa do Reino Unido seja mais letal, mas a encontrada na África do Sul poderia ser.

Ugur Sahin, CEO da BioNTech, e John Bell, professor de medicina da Universidade de Oxford, informaram que estão realizando testes das vacinas nas novas variantes da Covid-19. Os ajustes podem demorar seis semanas para serem feitos. “Estamos testando se nossa vacina também pode neutralizar essa variante e em breve saberemos mais”, disse Sahin da BioNTech à Spiegel.

“De acordo com um dos consultores científicos do governo, a razão da ‘incrível preocupação’ de Matt Hancock sobre a variante sul-africana da Covid-19 é que eles não estão muito confiantes de que as vacinas serão tão eficazes contra ela quanto são para a variante do Reino Unido”, afirmou Petson. O Reino Unido decretou novo lockdown a partir desta terça-feira.

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