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Comerciários pedem redução de horário de trabalho e testes de Covid

Um em cada cinco trabalhadores foi afastado por causa da doença; patrões respondem à pesquisa sobre impacto da Ômicron no setor

Por Clayton Freitas Atualizado em 19 jan 2022, 11h09 - Publicado em 19 jan 2022, 11h05

Em carta aberta a entidades patronais, autoridades e público em geral, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo pede para que a jornada de trabalho seja encurtada para tentar frear o avanço da variante Ômicron do novo coronavírus no setor.

A estimativa da entidade é a de que a doença já atingiu 20% da categoria. Se o número estiver correto, isso equivale a 200 mil pessoas, já que o efetivo estimado trabalhando no setor é de 1 milhão de pessoas.

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Segundo Ricardo Patah, medidas tais como ampliação da testagem e controle de acesso, por meio de medição de temperatura, se fazem necessário. “Lembrando que é apenas temporário e para preservar a saúde dos trabalhadores e seus familiares”, afirma.

Dados tabulados por pesquisadores do projeto SP Covid-19 Info Tracker, plataforma criada por pesquisadores da USP e da Unesp para acompanhar a evolução da pandemia do novo coronavírus, indica que a taxa de transmissão na cidade de São Paulo é de 1,6. Isso significa dizer que 100 pessoas contaminadas podem transmitir o vírus a outras 160. No estado esse índice chegou a 1,5 e bateu recorde.

Por sua vez, o Sindlojas, entidade que reúne os empresários, lançou uma pesquisa para saber a opinião dos patrões a respeito da redução do horário de funcionamento do comércio. A mesma pesquisa questiona os lojistas a respeito de quantos funcionários foram afastados; se os colaboradores estão vacinados; e qual é a maior dificuldade enfrentada durante a pandemia, tais como recusa do cliente em usar a máscara, aglomeração em corredores, entre outros.

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Uma pesquisa publicada em junho de 2021 pelo Instituto Polis com base em dados da Secretaria Municipal de Saúde indicou que 5,1% das mortes ocorridas até então foram de trabalhadores empregados no comércio.

Sem restrição
Cálculos de empresários indicam que as lojas do comércio permaneceram fechadas durante seis meses, o que levou ao fechamento de centenas de pontos, e, na esteira disso, demissões.

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Com base nesse argumento, reforçado pelo avanço da vacinação e no fato de que a variante Ômicron tem se mostrado menos letal do que as demais, os empresários de atividades comerciais diversas (lojas de rua, shoppings e demais centros de compras) e serviços rejeitam qualquer tipo de restrição.

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“Nem pensam nisso [restringir horários]. Durante a pandemia vivemos muito abre e fecha, que trouxeram prejuízos enormes”, afirma Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings).

Ele reconhece que muitas lojas estão com falta de funcionários. Porém, diz que todos os protocolos sanitários estão sendo seguidos à risca, e inclusive incluem testes por amostragem.

Roseli Garcia, coordenadora geral do Conselho de Varejo da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), afirma que vários lojistas estão relatando licenças de funcionários devido a casos positivos de Covid 19. “Está afetando o nível de atendimento”, afirma.

Segundo diz, as faltas têm levado ao aumento do número de horas-extras e banco de horas extras de funcionários para cobrir os colegas doentes.

Joaquim Saraiva Almeida, presidente da AbraselSP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – São Paulo), afirma que o avanço da Ômicron tem refletido de forma pontual no setor, porém, restrições não são consideradas como solução.

“Não chegamos ao ponto de problema extremo, embora preocupe sim e estamos atentos e monitorando”, afirmou.

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