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Casos de diarreia aumentam 130% neste ano, alerta governo estadual

Situação levou a Secretaria de Estado da Saúde a emitir alerta para prefeituras regiões mais afetadas são as de Araçatuba, Presidente Prudente e Marília

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 fev 2023, 16h57

Balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pelo governo estadual indica que do início de janeiro até o dia 4 deste mês foram registrados 172 700 casos de doenças diarreicas. O número é mais do que o dobro (130% mais) das 74 100 anotadas no mesmo período de 2022, segundo a pasta. A situação, muito além do esperado para essa época do ano, levou a Secretaria de Estado da Saúde a emitir uma nota técnica nesta quarta-feira (22) para cidades atingidas por fortes chuvas com orientações sobre a doença.

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As regiões mais preocupantes são as do interior do estado. Presidente Prudente registrou 5 200 casos por grupo de 100 000 habitantes; seguida por Marília (2 900) e Araçatuba (1 100).

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, um dos principais meios de transmissão das doenças são as enchentes, sobretudo em locais com água contaminada. É devido a isso que no período de chuva a incidência desses males são maiores do que em outras épocas do ano. “Além disso, os locais atingidos também podem reter os contaminantes nos pisos, paredes, móveis, utensílios, roupas e outros objetos existentes nas residências”, diz o órgão.

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Em nota, a diretora do setor de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Estado, Alessandra Lucchesi, informa que cabe as prefeituras orientarem sobre os riscos da doença, que podem se reverter em casos graves. “Neste período chuvoso, nós reforçamos com os equipamentos de saúde e prefeituras, com destaque para aquelas que sofrem mais com as chuvas, que orientem a população quanto aos sintomas e suspeitas e para que procurem uma unidade o quanto antes para iniciar o tratamento.”

Gravidade e dicas

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Além de diarreia líquida, os sintomas de uma doença desse tipo incluem náusea, vômito, cólica abdominal e, em alguns casos, febre. Em casos mais graves, e dependendo da ação dos microrganismos, essas doenças podem provocar distúrbios neurológicos, renais, hepáticos, alérgicos, septicemia e até levar à morte.

Confira abaixo algumas dicas da secretaria sobre a doença

  • evite contato com as águas das enchentes;
  • se a sua casa foi atingida pela enchente, evite pisar diretamente na água ou na lama ou manusear objetos que tenham sido atingidos por ela;
  • proteja os pés e as mãos com botas e luvas de borracha ou sacos plásticos duplos;
  • se o local foi atingido pela enchente, após o recuo da água, providencie a limpeza dos ambientes e móveis, utensílios, roupas e outros objetos;
  • jogue fora medicamentos e alimentos que entraram em contato com as águas da enchente, mesmo que estejam embalados com plásticos ou fechados, pois, ainda assim, podem estar contaminados;
  • alimentos perecíveis que ficaram sem refrigeração por falta de energia também devem ser desprezados;
  • é recomendável consumir sempre água do sistema de abastecimento público; Outra opção é filtrar e ferver a água por três minutos;
  • as unidades de saúde, em todos os municípios, distribuem gratuitamente frascos de hipoclorito de sódio 2,5%, próprio para diluir na água de beber e cozinhar;
  • lave bem as mãos antes de preparar alimentos e ao se alimentar

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

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