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Anvisa autoriza testes clínicos de mais duas vacinas no Brasil

Um dos imunizantes aprovados é uma versão atualizada da AstraZeneca que deve fornecer uma proteção ainda maior contra a variante beta da Covid-19

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 14 jul 2021, 11h30 - Publicado em 14 jul 2021, 11h18

Duas novas vacinas foram autorizadas para etapa de testes clínicos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, nesta quarta-feira (14). 8 792 voluntários de nove estados diferentes devem participar dos ensaios.

Um dos imunizantes é uma vacina inativada, mesma tecnologia da CoronaVac. Elas usam o vírus inteiro, porém com ele “morto”. Assim, o antígeno possui todas as proteínas do original, mas sem capacidade de infectar nossas células. Ela foi desenvolvida em Pequim, na China, pela Academia Chinesa de Ciências Médicas em seu Instituto de Biologia Médica.

Seu estudo, de fase 3, será feito com 7 992 voluntários maiores de idade nos estados de São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A parcela que não pertencer ao grupo placebo receberá duas doses em um intervalo de 14 dias. Serão avaliados fatores como eficácia, segurança e a imunogenicidade da vacina, ou seja, a proteção gerada por ela. 

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O segundo imunizante autorizado na etapa de testes clínicos é a AZD2816, uma versão atualizada da vacina AstraZeneca. Usando a mesma tecnologia da original, suas modificações foram feitas com a intenção melhorar a imunidade contra a variante beta, da qual apresenta atualmente uma proteção limitada.  

Os 800 voluntários da pesquisa estarão distribuídos entre os estados de São Paulo, Bahia, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Norte e Sul e todos possuem mais de 18 anos. Nesse estudo em específico serão permitidas participar pessoas que já estejam vacinadas contra a Covid-19. 

A pesquisa será simultaneamente de fase 2 e 3 e busca testar a segurança do imunizante e a capacidade de induzir resposta do sistema imune do corpo humano. Serão três casos analisados: aplicação de dose única, aplicação de duas doses ou aplicação como segunda dose apenas para quem receber a vacina da AstraZeneca na primeira dose. Em todos os casos, as pessoas ainda não estarão vacinadas ou com anticorpos da doença.

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