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Albert Einstein e Emílio Ribas chegam a 100% de ocupação dos leitos de UTI

Um ano após o primeiro caso de Covid-19 em São Paulo, unidades de saúde tem alto índice de admissão de pacientes pela doença

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 26 fev 2021, 18h06 - Publicado em 26 fev 2021, 17h03

Um ano após o primeiro caso de Covid-19 em São Paulo, a cidade bateu o recorde de ocupação de leitos nos hospitais privados. Albert Einstein e Emílio Ribas chegaram a 100% da ocupação de leitos de UTI, Beneficência Portuguesa bateu 98% e Sírio-Libanês chegou a 97% nesta sexta-feira (26). 

Na última segunda-feira (22), o estado de São Paulo havia batido o recorde de internações diárias, que foi novamente superado nesta sexta: atualmente, são contabilizadas 6 846 pessoas internadas em UTI por Covid-19. 

A assessoria de imprensa do Albert Einstein informou para a Vejinha que há fila de espera por leitos e a ocupação é de 104%. Nesta quinta-feira (25), o estabelecimento registrou um recorde de admissões de pacientes com Covid-19.

Outro hospital com 100% de ocupação de leitos de UTI, o Emílio Ribas informou que pelo menos 95% dos pacientes estão internados devido à Covid-19.

O Sírio-Libanês, em nota, respondeu que a UTI não está lotada, mesmo com 97% de ocupação, pois os leitos funcionam de acordo com a demanda, assim como os leitos de internação. A unidade de saúde diz que a situação está controlada.

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Risco de colapso

O governo anunciou nesta sexta-feira (26) uma regressão de diversas regiões do estado no Plano São Paulo, a diretriz da reabertura econômica durante a pandemia da Covid-19. Durante a coletiva de imprensa o secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que o sistema hospitalar pode colapsar caso o ritmo de crescimento de internações siga igual.

“No pico da primeira onda, no dia 15 de julho de 2020, tínhamos 40% dos pacientes internados em UTI. Hoje, esse dado no dia 25 (quinta-feira), era 46%. Portanto estamos internando mais em UTI”, disse o secretário. “A evolução dos pacientes internados, com aumento de 1,6% ao dia, faz com que nós tenhamos um esgotamento de leitos de UTI no estado em 20 dias se essas medidas que estamos tomando agora não fossem implementadas”.

A capital paulista voltou para a fase laranja do Plano, junto com sua região metropolitana e áreas de cidades como Campinas, Registro e Sorocaba e Marília foram para a fase vermelha: na laranja, o horário de funcionamento do comércio é reduzido a oito horas diárias, podem atender até as 20h com no máximo 40% da capacidade. Na vermelha, é permitido a abertura apenas de serviços essenciais.

“No caso da Grande São Paulo, caso não fossem implementadas as medidas, teríamos um colapso no sistema de saúde em 19 dias”. De acordo com Gorinchteyn, desde novembro o governo aumentou em 140% o número de leitos UTI no SUS do estado, chegando a 8 500.

O secretário reforçou que a contenção depende também da população. “Tudo tem limite, recursos humanos, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, espaços para aumentar UTI. Nós temos o risco de colapsar, precisamos do apoio da população, mais do que nunca tem que acolher os nossos pedidos. Não é só perder paladar, olfato, é perder a vida”, afirmou o médico.

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