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Pedido de recuperação judicial do Hopi Hari é aceito pela justiça

Decisão determina o congelamento das ações de cobrança e execução contra a empresa por seis meses, permitindo que as atividades sejam retomadas

Por Estadão Conteúdo 28 out 2016, 09h03 | Atualizado em 27 dez 2016, 15h04
Hopi Hari promove A Hora do Horror
Hopi Hari promove A Hora do Horror (Veja São Paulo/)
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A Justiça aprovou o pedido de recuperação judicial apresentado em agosto deste ano pelo parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, interior de São Paulo. A decisão do juiz Fabio Marcelo Holanda, da 1ª Vara Cível de Vinhedo, divulgada nesta quarta-feira (26) determina o congelamento das ações de cobrança e execução contra a empresa por seis meses, com exceção das ações fiscais e trabalhistas, permitindo que as atividades sejam retomadas. 

+Fechado há um mês, Hopi Hari aguarda decisão sobre recuperação judicial

Os credores serão notificados para apresentar em 15 dias as habilitações para receber o crédito ou contestar a medida. O juiz já nomeou um administrador judicial para acompanhar o processo de reabilitação da empresa. O Hopi Hari terá de apresentar um plano de recuperação que deve ser sujeito à aprovação da Justiça.

Na prática, o empreendimento ganha um prazo para retomar as atividades e tentar sanar as finanças. O parque abriu pela última vez em 12 de outubro. O pedido de recuperação judicial é uma forma de evitar a falência. Existe um pedido de falência em tramitação na Justiça de Vinhedo, mas o processo será paralisado.

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O empreendimento tem dívidas estimadas em 330 milhões de reais com credores – metade desse valor refere-se a empréstimos tomados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nos últimos meses, o Hopi Hari também enfrentou paralisações de funcionários por atraso de salários.

O pedido de recuperação, inicialmente protocolado pela empresa em agosto, havia sido rejeitado no mês passado. O Hopi Hari entrou com recurso, que foi acatado nesta quarta-feira (26).

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