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Timberlake e Taylor Swift são influências do novo disco do Restart

Pe Lanza fala sobre suas influências musicais e canções inéditas; banda estreia novo show no domingo (5)

Por Mayra Maldjian 3 Maio 2013, 20h00 | Atualizado em 5 dez 2016, 16h03
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No próximo domingo (5), o quarteto ex-colorido Restart estreia nova turnê no HSBC Brasil, casa que abrigou as suas concorridas matinês “Happy Rock Sunday” por quase dois anos. Totalmente reformulado, o show terá novo cenário e o repertório será puxado pela recém-lançada Cara de Santa e mais duas inéditas.

“Dá até um friozinho na barriga porque faz muito tempo que a gente não muda tanto a cara da nossa apresentação”, conta o guitarrista Pe Lu à VEJINHA.COM. Segundo ele, depois de um ano excursionando com o disco “Geração Z” (2011), a banda também formada por Pe Lanza, Koba e Thomas parou em dezembro para compor e gravar em estúdio. Escolher as vinte músicas do repertório foi difícil, conta o integrante. “Estamos vindo de quatro CDs, a banda vai fazer cinco anos, temos muita música. É legal você pensar que no início mal existia meio repertório”, comemora.    

Aos 22 anos, Pe Lu mora sozinho em um apartamento no mesmo prédio do amigo Koba. “Hoje em dia a gente já tem barba, é uma coisa que muda a cabeça de uma pessoa”, brinca o guitarrista, acrescentando que a banda vive um momento importante de mudanças. Apesar de relutar em contar as novidades da turnê, ele fala abaixo sobre as canções inéditas e as novas sonoridades da banda que virou febre entre os adolescentes em 2009 com um rock comportadinho e calças coloridas.

As inéditas

“Vamos tocar três músicas novas: Cara de Santa, que lançamos há mais de um mês, Renascer e Fim do Mundo. Essas duas últimas os fãs nunca ouviram. Gravamos essas três músicas porque achamos as mais legais para o momento, mas temos pelo menos mais oito, dez músicas prontas para levar para o estúdio.”

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Disco novo?

“Eu acho que o formato disco já está virando uma coisa meio passada, porque as pessoas consomem tudo hoje em dia com mais velocidade. Então você lança um disco, passa um mês e as pessoas já querem coisas novas. O nosso público, que é uma molecada mais jovem, é capaz de querer algo diferente já na semana seguinte. Então a gente está pensando em trabalhar com singles. Quando tiver dez ou doze lançados, de repente a gente junta tudo e coloca num disco.”

Nos fones de ouvido

“O último disco que eu comprei e que escuto muito é do Philip Philips, o cara que ganhou o American Idol no ano passado. Apesar de ter sido lançado no mercado pop, ele tem uma voz diferente e um som único. Outro disco que eu baixei e me surpreendeu foi o acústico do Justin Bieber. É muito legal porque ele muda um pouco a visão dele de artista –para quem não gosta, claro. A maioria das músicas é em voz e violão, os arranjos e a performance vocal dele são muito legais. Outro disco que eu comprei há pouco tempo foi o do Justin Timberlake. É muito diferente, gostei de quatro músicas logo de cara, mas acho que teve coisa ali que eu ainda não entendi. Eu sou muito fã dele, ele é um artista completo.”

Influência pop

“A gente consome muita música. Com essa história de a Apple Store no Brasil eu estou muito descontrolado [risos]. Tudo o que a gente consome acaba influenciando uma letra, uma levada, um show. Nós quatro temos várias influências diferentes. Vamos abrindo concessões um para o outro para que ninguém perca o tesão. Cara de Santa eu fiz com o Koba. A gente estava numa fase de escutar muito som pop, desde o One Direction a Justin Timberlake. Pensamos voltar mais para esse lado e ver como ficava. Na verdade a gente não tem cenário pop aqui no Brasil, acho que talvez essa galera como Naldo e até a Anitta estejam formando uma. Mas o pop não vai ser regra. Tem uma música, das que ainda não gravamos, que é uma balada com cordas, piano, bem diferente.”

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Pegada eletrônica

A Fim do Mundo, por exemplo, é totalmente voltada para o eletrônico. Eu escrevi essa música em inglês quando a gente voltou de Los Angeles, fomos lá buscar um prêmio. Era a época do Call Me Maybe, que estava estouradaça, e We Are Never Ever Getting Back Together, da Taylor Swift. E eu fiquei meio louco com isso, pensando que a gente não tinha nada aqui desse naipe. Acabei escrevendo a letra em inglês e arquivei. Quando voltamos a compor, mostrei para o nosso empresário ele achou animal, mas pediu para fazer em português. É difícil você escrever música pop em português. O gringo tem essa liberdade de falar “tô aqui com a minha gatinha em casa e a gente pulou na piscina”. Aí você escreve a mesma coisa em português e a galera critica. Demoramos muito para encontrar a temática. A letra inteira é baseada em respostas para “o que você faria se o mundo acabasse amanhã?”. Muita gente talvez não goste, mas isso não é novidade para a gente.”

As críticas

“O bacana de muita gente criticar a Restart é que nos sentimos livres para fazer o que a gente estiver afim. Porque se a gente gravasse um disco de heavy metal, cantando gutural, com solos de sete minutos, as pessoas não mudariam de opinião. Acho que aqui no Brasil as pessoas se sentem obrigadas a ser uma coisa só do início ao fim. Você vê a Taylor Swift, por exemplo que cantou country um tempo e de repente decidiu fazer pop, com batida eletrônica, e está dando mais certo ainda. Talvez a gente erre, faz parte. O U2 já não errou e ficou tudo bem? Por que com a gente seria diferente?”

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