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Aos 9 anos, paulistano vence prêmio da Agência Espacial Europeia

João Paulo Guerra Barrera tem currículo brilhante, que inclui aula no MIT, discurso na NASA, visita à sede da ONU...

Por Matheus Prado - Atualizado em 10 Maio 2019, 18h52 - Publicado em 10 Maio 2019, 18h24

João Paulo Guerra Barrera é um prodígio da ciência brasileira. Aos 9 anos, o jovem acumula um currículo brilhante. Desde 2017, quando ganhou um prêmio de mérito literário da NASA, o rapaz segue alçando voos cada vez mais altos. 

O garoto já deu aula no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Boston; foi à sede da ONU, em Nova York, receber um prêmio por seu estímulo à educação; realizou diversos encontros com alunos de escolas públicas no Brasil; foi a pessoa mais jovem da história a discursar em um congresso da NASA; e, nesta sexta-feira (10), venceu um concurso de ciência da Agência Espacial Europeia (ESA), com sede em Paris, na França.  

A competição, divulgada no site da agência voltado para crianças, pedia que os participantes produzissem uma peça gráfica – desenho, pintura, escultura – que tivesse uma representação de ciência e espaço. João traçou um equipamento para recolher lixo espacial, ideia que aparece no seu segundo livro (ele já escreveu três, todos em português e inglês). 

Reprodução/Veja SP

“Ele mostra uma grande preocupação com os mais de 30 000 objetos que ficam orbitando em volta da terra. Pode quebrar satélite, estação espacial”, conta a mãe, Margarida Guerra Barrera. No desenho, é possível ver uma rede que recolhe os resíduos no espaço.

Em suas palestras, João fala muito sobre a importância da educação, do respeito aos pais, da necessidade de continuidade. Para Margarida, isso consiste no mais importante. “A gente quer mostrar que é importante acreditar no seu filho. Se ele quer pintar, você dá pincel. Se ele quer escrever, você dá papel e caneta. Acreditamos no mérito, na continuidade”, diz.

Apesar do sucesso do pequeno, Margarida pontua que nada vem com facilidade. “Nós, os pais, bancamos as viagens dele. Nunca tivemos ajuda para nada”, afirma. No futuro, João quer ser quer ser engenheiro espacial e astronauta.

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