ProAC completa 20 anos com investimento de R$ 2,5 bilhões em SP
Principal programa de fomento à cultura do estado apoiou 31 000 projetos
O Programa de Ação Cultural (ProAC) completa vinte anos destinando mais de R$ 2,5 bilhões para viabilizar 31 mil projetos em todo o estado. Coordenado pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, o programa combina editais de investimentos diretos e incentivos fiscais.
O modelo muitas vezes é criticado pela classe artística que indica dificuldades na burocracia dos editais e para captação de recursos junto à empresas no modelo de renúncia fiscal, no qual precisam bater na porta de possíveis investidores.
Entre os destaques apoiados pelo fomento estadual nas últimas duas décadas estão: o longa premiado Que Horas Ela Volta? (2015), da diretora Anna Muylaert; e sucessos recentes como Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2024), dirigido por Fernando Fraiha; montagens musicais como Rita Lee: Uma Biografia Musical; eventos tradicionais como o Festival do Folclore de Olímpia; além dos planos anuais de instituições como o MASP e o Museu da Pessoa.
Segundo a secretária da Cultura, Marilia Marton, o ProAC foi desenhado para dar estabilidade ao setor e garantir espaço para novos criadores, como a PerifaCria: Mostra da Economia Criativa da Periferia, que foca na produção de territórios historicamente menos assistidos.
Na celebração de duas décadas, a pasta cita a iniciativa de expandir modalidades e consolidar uma política de descentralização de recursos para garantia de atingir artistas, coletivos, produtores, associações e instituições culturais de diferentes portes e territórios. Nos editais diretos, a lei exige que ao menos 50% dos recursos sejam destinados a projetos de fora da capital. Porém, no ProAC ICMS ainda existe concentração na capital, por ser sede das grandes empresas patrocinadoras.





