Mocidade Alegre: enredo faz homenagem a atriz Léa Garcia, que morreu em 2023
Agremiação da zona norte de São Paulo será a terceira escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi no sábado, 14 de fevereiro
No Carnaval 2026, a escola de samba paulistana Mocidade Alegre prestará uma homenagem à atriz Léa Garcia, que morreu em 2023, aos 90 anos.
Conhecida como a “Deusa Negra” do cinema brasileiro, Léa interpretou Rosa, na novela Escrava Isaura (1976), e também atuou em Selva de Pedra (1972), Xica da Silva (1996) e O Clone (2001).
“Aqui, na Mocidade Alegre, o negro sempre esteve em protagonismo. […] Saudamos Léa como nossa malunga, companheira de luta. Esse enredo é um tributo àquelas que ousaram existir além dos papéis que lhes foram dados. Lembramos o nome e o rosto de quem forjou a história do nosso país”, escreveu a agremiação da zona norte de São Paulo no anúncio de divulgação do enredo, que leva o título “Malunga Léa – A Rapsódia de uma Deusa Negra”.
A composição é de Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinícius, Márcio André, Fabian Juarez, Fábio Gonçalves, PH do Cavaco, Salgado Luz, Tomageski, Mingauzinho e Chico Maia. O enredo, que conta a história de Léa, será desenvolvido pelo enredista Leonardo Antan e pelo carnavalesco Caio Araújo.
No último Carnaval, a Mocidade Alegre apostou em um enredo que aborda os itens de sorte e fé dos brasileiros, ficando na 4ª colocação com 269,7 pontos acumulados após a apuração. A escola já conquistou 12 títulos na folia paulistana, sendo a segunda mais vitoriosa, atrás apenas do Vai-Vai.
A Mocidade é a terceira escola do Grupo Especial a desfilar no Sambódromo do Anhembi no sábado, 14 de fevereiro.
Confira o samba-enredo 2026
Laroyê! Bate três vezes
E Mojubá! A deusa negra é ela!
A filha de Oxumarê
Que traz no sangue a força da mulher
Pisa forte nesse chão
Afirmando seu lugar
Pra fazer revolução
Seu direito conquistar
Nosso povo entra em cena
A arte nunca pode se render
Ecoa a voz do nascimento
Orfeu sobe o morro pra vencer!
Lerê! Lerê! Lerererere!
Lerê! Lerê! Lerererere!
A guerreira no quilombo fez valer o seu papel
Pela luz das Yabás, todo preto vai pro céu!
Consagração, da negritude
Resiste entre tantos personagens
A pele preta é armadura
No palco, expressão de liberdade
Evoé, mulher!
Igual a ti eu nunca vi
Você ainda está aqui
Pra sempre, presente!
É sua coroação
Protagonista no meu pavilhão
Ô! Malunga é!
Malunga, Léa! Arroboboi
Toca o bravum com ancestralidade
No terreiro Mocidade!
Veja abaixo a publicação de anúncio do enredo feita pela Mocidade Alegre:





