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Mocidade Alegre: enredo faz homenagem a atriz Léa Garcia, que morreu em 2023

Agremiação da zona norte de São Paulo será a terceira escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi no sábado, 14 de fevereiro

Por Mirela Costa 7 jan 2026, 16h54 •
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Desfile da Mocidade Alegre em 2025 (Felipe Araujo/Liga-SP/Reprodução)
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  • No Carnaval 2026, a escola de samba paulistana Mocidade Alegre prestará uma homenagem à atriz Léa Garcia, que morreu em 2023, aos 90 anos.

    Conhecida como a “Deusa Negra” do cinema brasileiro, Léa interpretou Rosa, na novela Escrava Isaura (1976), e também atuou em Selva de Pedra (1972), Xica da Silva (1996) e O Clone (2001).

    Aqui, na Mocidade Alegre, o negro sempre esteve em protagonismo. […] Saudamos Léa como nossa malunga, companheira de luta. Esse enredo é um tributo àquelas que ousaram existir além dos papéis que lhes foram dados. Lembramos o nome e o rosto de quem forjou a história do nosso país”, escreveu a agremiação da zona norte de São Paulo no anúncio de divulgação do enredo, que leva o título “Malunga Léa – A Rapsódia de uma Deusa Negra”.

    A composição é de Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, Marcos Vinícius, Márcio André, Fabian Juarez, Fábio Gonçalves, PH do Cavaco, Salgado Luz, Tomageski, Mingauzinho e Chico Maia. O enredo, que conta a história de Léa, será desenvolvido pelo enredista Leonardo Antan e pelo carnavalesco Caio Araújo.

    No último Carnaval, a Mocidade Alegre apostou em um enredo que aborda os itens de sorte e fé dos brasileiros, ficando na 4ª colocação com 269,7 pontos acumulados após a apuração. A escola já conquistou 12 títulos na folia paulistana, sendo a segunda mais vitoriosa, atrás apenas do Vai-Vai.

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    A Mocidade é a terceira escola do Grupo Especial a desfilar no Sambódromo do Anhembi no sábado, 14 de fevereiro.

    Confira o samba-enredo 2026

    Laroyê! Bate três vezes
    E Mojubá! A deusa negra é ela!
    A filha de Oxumarê
    Que traz no sangue a força da mulher
    Pisa forte nesse chão
    Afirmando seu lugar
    Pra fazer revolução
    Seu direito conquistar
    Nosso povo entra em cena
    A arte nunca pode se render
    Ecoa a voz do nascimento
    Orfeu sobe o morro pra vencer!

    Lerê! Lerê! Lerererere!
    Lerê! Lerê! Lerererere!
    A guerreira no quilombo fez valer o seu papel
    Pela luz das Yabás, todo preto vai pro céu!

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    Consagração, da negritude
    Resiste entre tantos personagens
    A pele preta é armadura
    No palco, expressão de liberdade
    Evoé, mulher!
    Igual a ti eu nunca vi
    Você ainda está aqui
    Pra sempre, presente!
    É sua coroação
    Protagonista no meu pavilhão

    Ô! Malunga é!
    Malunga, Léa! Arroboboi
    Toca o bravum com ancestralidade
    No terreiro Mocidade!

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    Veja abaixo a publicação de anúncio do enredo feita pela Mocidade Alegre:

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