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Jô Soares disse, em 2003, que perdoou homem que atropelou sua mãe

Apresentador foi capa da 'Veja São Paulo' em junho de 2003

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 5 ago 2022, 18h06 - Publicado em 5 ago 2022, 18h04

Em entrevista à Veja São Paulo em 2003, Jô Soares relembrou de um episódio envolvendo um taxista. Sua mãe, Mercedes Leal Soares, morreu atropelada no Rio de Janeiro quando tinha 70 anos. Dez anos depois, ele teve a oportunidade de conversar com o homem que havia tirado sua vida, e o perdoou. O apresentador morreu na madrugada desta sexta-feira (5), aos 84 anos.

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“Dez anos após a morte da mamãe, peguei um táxi no aeroporto. O motorista parou no meio do trajeto e começou a chorar”, lembrou. “Disse que ele era o taxista que a havia atropelado e que não conseguia dormir fazia dez anos, precisava do meu perdão. Ele não teve culpa de nada, e é claro que perdoei.”

Capa da Veja São Paulo de 18 de junho de 2003.
Capa da Veja São Paulo de 18 de junho de 2003. Veja SP/Veja SP

Em 2003, o humorista, ator, comediante, diretor, escritor, produtor e artista plástico, então com 65 anos, foi capa da Vejinha e estava prestes a voltar aos palcos paulistanos após cinco anos longe do teatro. Na Mira do Gordo foi o sétimo show solo de sua carreira, do qual ele se orgulhava de ser responsável pela autoria, direção, produção, cenário e figurino.

Também naquele momento, se preparava para montar o “espaço cultural Jô Soares”: havia acabado de comprar o apartamento abaixo do seu no prédio em que morava no Higienópolis – no qual viveu até sua morte – onde abrigaria centenas de livros em uma biblioteca, um ateliê de artes plásticas e diversas obras de arte. “Não sou um recluso, mas adoro ficar em casa. Tenho um projetor com quadruplicador de linhas, duas bibliotecas. A ideia é um lugar para pequenos ensaios”, revelou à época.

Jô Soares foi casado por 20 anos com a atriz Theresa Austregésilo e outros 14 com a designer gráfica Flávia Soares. Do primeiro casamento, nasceu Rafael, único filho do apresentador, que morreu em 2014 aos 50 anos, em decorrência de um câncer no cérebro.

Na entrevista, Jô ainda falou de seus defeitos e qualidades, destacou seu gosto por comida, charutos, livros, decoração. “Vício é diferente de hábito. Tenho o hábito de fumar charutos, mas sou viciado em comida”, falou, citando churrasquinho grego, maionese, bolacha e uma receita aprendida nos tempos de criança na Suíça: pão quentinho recheado com muita manteiga e uma barra de chocolate no meio como seus preferidos.

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