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Império de Casa Verde: enredo sobre escravas de ganho embalará desfile

Escola de samba da zona norte paulistana abrirá noite de desfiles no sábado de Carnaval, em 14 de fevereiro

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7 jan 2026, 16h30 •
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Desfile do Império de Casa verde no Carnaval 2025 (Rebeca Schumacker/Reprodução)
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  • A escola de samba paulistana Império de Casa Verde apresentará um enredo sobre as escravas de ganho no Carnaval 2026. Com o título “Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras”, o enredo ficará centrado na figura de Dona Fulô, como era conhecida Florinda Anna do Nascimento, baiana que viveu no Brasil Colônia e investiu em joias após conquistar sua alforria.

    “Minha Salvador, de Fulô e todas as negras de ganho que faziam da sua força de trabalho a realização de viver um sonho: de ser livre! Salvador, de Dona Fulô, de Florinda Anna do Nascimento! Das joias, fizemos livretude! Fizemos amuleto espiritual! Fizemos cofre em um corpo ancestral! Das joias, fizemos reza, fizemos força, fizemos vida, fizemos a força e o grito-ganho de liberdade”, diz o anúncio compartilhado pela agremiação da zona norte de São Paulo.

    A composição é de Diogo Nogueira, André Diniz, Arlindinho Cruz, Bocão, Darlan e Fabiano Sorriso. O enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Barboza e pelo enredista Tiago Freitas. O Império de Casa Verde será a primeira escola de samba do Grupo Especial a desfilar no Sambódromo de Anhembi no sábado, 14 de fevereiro.

    Em 2025, o Império trouxe à avenida um enredo sobre a magia do universo literário, desfile que lhe garantiu 269,2 pontos e a 11ª colocação, ficando somente a dois décimos de ser rebaixada para o Grupo de Acesso 1. Neste ano, a azul e branco tricampeã da folia paulistana tentará seu quarto título.

    Confira o samba-enredo 2026

    Meu rei, o tigre me chamou
    Muito prazer, Dona Fulô
    No tabuleiro da baiana tem
    Em contas vibram rituais
    Vou te contar de onde vem
    É ganho de preta pra se libertar
    Os brincos, anéis e pulseiras
    Me adornam, contornam
    Se faz candeeiro
    É negro o fim do açoite, lá se vai o cativeiro

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    Meu destino alumiou, o pescoço é um altar
    Amuleto Salvador, na argola
    Elegância de mulher, que me trança em tua fé
    Sou da mina de Benin, do Congo e Angola

    Tem ouro, prata e turbantes de algodão
    Frutas da estação, rosas tão coloridas
    Nesse gingado carregado de axé
    Descendo o Pelô, têm pescado e acarajé
    O amor, fundamento que o seio alimentou
    Exemplo que Ciata inspirou
    Liberdade, igualdade, pois todo imperiano é assim
    É resistência, que renasce em mim

    Bate tambor, o Império mandou me chamar
    Nos balangandãs de ioiô e iaiá
    Lá vem Casa Verde quebrando correntes
    Abre a roda, o samba já vai começar

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    Veja a publicação de anúncio do enredo feita pelo Império de Casa Verde:

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