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Mostra do MIS explora os bastidores dos sets de Alfred Hitchcock

Exposição sobre o cineasta inglês conta com mais de 400 itens e instalação interativa de 'Psicose'

Por Tatiane de Assis Atualizado em 14 fev 2020, 16h00 - Publicado em 13 jul 2018, 06h00

Mestre do suspense, o cineasta inglês Alfred Hitchcock (1899-1980) tem sua filmografia destrinchada na nova exposição do MIS, com inauguração prometida para esta sexta (13). Orçada em 1,25 milhão de reais, a mostra segue a pegada pop difundida pelo ex-diretor do museu e atual secretário municipal de Cultura, André Sturm, que assina a curadoria.

Apesar do grande número de itens em exibição — mais de 400 peças, entre storyboards, croquis de figurinos, cartazes e fotos —, não se trata de uma reunião de relíquias. “Nosso foco é explorar o seu método de fazer filme”, enfatiza Sturm. Ao contrário de O Mundo de Tim Burton, de 2016, que teve o conceito em parte importado de Nova York, a montagem agora é totalmente nacional.

Gravação de ‘Festim Diabólico’ (1948), filmado quase sem cortes: um dos focos da exposição de 1,25 milhão de reais Acervo Marc Wanamaker Bison Archives, Hollywood, California/Veja SP

Para compor o clima misterioso, dois andares foram divididos em dezessete núcleos, cada um correspondente a um longa-metragem. A iluminação amarelada e a recriação de sets prometem provocar um frio na espinha. No ambiente que deve ser o mais concorrido, o cenário do clássico Psicose (1960) terá direito à banheira na qual a secretária Marion Crane, interpretada por Janet Leigh, foi assassinada. Ela fará parte de uma instalação interativa, mantida em segredo para evitar spoilers.

Centralizador, Hitchcock supervisionava todas as etapas de produção. “Ele elaborava o filme inteiro na cabeça”, aponta o pesquisador Carlos Primati. Quase quarenta anos depois da morte do inglês, elementos de suas produções se mantêm atuais. “A sombra projetada na cortina em Psicose é uma marca replicada até hoje”, diz Sturm.

Carta sobre ‘Os Pássaros’ Margaret Herrick Libray/Veja SP

Se nos filmes pessoas comuns se metiam em enrascadas, quem passear pela montagem também vai ter o gostinho de perder o controle e dar de cara com o inesperado. Os acessos aos ambientes serão feitos por inúmeras portas. “Algumas são falsas”, entrega o croata naturalizado brasileiro Marko Brajovic, diretor artístico. “O suspense das telas será transportado para o percurso, que terá a sensação de um labirinto.”

Croqui de figurino de ‘Um Corpo que Cai’: mais de 400 itens foram garimpados Divulgação/Veja SP

Divulgação aterrorizante

Confira alguns dos cartazes dos filmes que estarão em exibição nos dezessete núcleos dos dois andares

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Um Corpo que Cai. A saga do detetive interpretado por James Stewart teve tom cadavérico no cartaz criado pelo polonês Roman Cieslewicz.

Margaret Herrick Libray/Veja SP

Festim Diabólico. O filme, sobre um jantar sádico com direito a cadáver no baú, ganhou representação gráfica da cubana Giselle Monzón.

Margaret Herrick Libray/Veja SP

Os Pássaros. No pôster italiano, a trama de terror calcada no ataque de aves ganhou cores vibrantes e retratos, inclusive o de Hitchcock.

Margaret Herrick Libray/Veja SP

Hitchcock — Bastidores do Suspense. MIS. Avenida Europa, 158, Jardim Europa. Terça a sábado, 10h às 21h; domingo e feriados, 9h às 19h. R$ 12,00 (bilheteria) e R$ 20,00 (IR). Grátis às terças. Até 21 de outubro.

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