Em coletiva, Wagner Moura afirma que cinema deve enfrentar “ecos da ditadura”
Vencedor na categoria de melhor ator de drama, o ator celebrou a retomada do apoio à cultura no Brasil e o sucesso internacional do longa 'O Agente Secreto'
O ator Wagner Moura falou com a imprensa, após receber, na madrugada desta segunda-feira (12), o Globo de Ouro de melhor ator de drama, por seu trabalho no filme O Agente Secreto. Na coletiva, após receber o prêmio, Moura afirmou que o Brasil precisa continuar fazendo filmes sobre a ditadura.
“A ditadura ainda é uma ferida aberta, para os brasileiros. Recentemente, entre 2018 e 2022, tivemos um presidente radical de direita, fascista, o que é uma manifestação física dos ecos da ditadura e mostra que ela ainda está presente no País. Por isso, precisamos continuar a fazer filmes sobre a ditadura”, afirmou o ator.
Ligação do presidente
Por ligação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o ator, dizendo que ele é um “orgulho do Brasil”. Wagner, por sua vez, agradeceu o presidente pelo incentivo ao cinema e à cultura brasileira. “Eu me lembro que você fazia umas sessões de cinema, mostrando que gosta de cultura, presidente. Isso é uma diferença muito grande para qualquer país que quer se desenvolver”, disse o ator premiado.
Lula ainda afirmou que é preciso criar núcleos de cultura em cada município brasileiro e instrumentos para a sociedade fiscalizar a execução dos recursos destinados ao setor.
“A gente vai conseguir colocar a cultura como uma coisa perene neste país. Ela ensina as pessoas, torna as pessoas mais cultas, mais politizadas e gera milhões de empregos”, afirmou o presidente.
O Agente Secreto, do diretor Kleber Mendonça Filho, também ganhou como melhor filme em língua não inglesa e fez história ao se tornar o primeiro filme brasileiro a ganhar dois prêmios no Globo de Ouro.
A noite da equipe do filme terminou em uma festa bem brasileira, ao som de Não deixe o samba morrer.





