Confira o livro vencedor do Prêmio Kindle de Literatura
Autor receberá prêmio de R$ 50 000 e publicação impressa pela Record
O Prêmio Kindle de Literatura anunciou o vencedor de sua 10ª edição na noite desta segunda (23), em evento no Chalezinho, no Morumbi.
O romance Barquinho de Papel, de Jadna Alana, conquistou o prêmio, disputado com outras quatro obras finalistas: O Despojo do Caramujo, Breve Romance de Despedida, de Marília Lovatel; A Casa de Farinha, de Bruno Andrade; Livre de Água e Sal, de Katarine Vie; e A Parte Cômoda do Infinito, de Renata Camargo. Jadna já havia sido finalista do prêmio, na 7ª edição, com o livro Se tu me quisesse.
Voltado a romances originais e inéditos de autores brasileiros publicados de forma independente pelo Kindle Direct Publishing, o prêmio registrou, nesta edição comemorativa, o maior número de inscrições de sua história: 3.200 obras.
Como vencedora, Jadna Alana receberá R$ 50 mil — sendo R$ 40 mil em dinheiro e R$ 10 mil como adiantamento de royalties —, além da publicação de uma edição impressa pela Editora Record, uma edição especial da TAG Experiências Literárias e a produção de um audiolivro pela Audible Brasil. A autora também passa a integrar o júri da 11ª edição do prêmio.
O corpo de jurados deste ano foi formado por Tatiany Leite, jornalista e criadora do projeto Vá Ler um Livro; Lubi Prates, poeta e doutora em Psicologia do Desenvolvimento pela USP; e Guilherme Sobota, jornalista.
Quem é Jadna Alana
Natural da Paraíba, graduou-se em Letras pela UEPB e concluiu mestrado em Linguagem na UFOP. Atua como profissional do texto à frente da ALCE, sua marca editorial. Com o livro Se tu me quisesse, foi finalista do Prêmio Kindle de Literatura (2022) e do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica (2023). Recebeu o Prêmio Marilia Arnaud pelo conto O menino de Imburana e foi contemplada pelo edital Carolina Maria de Jesus com Barquinho de papel. Destaca-se como pioneira nas pesquisas sobre o Regionalismo Fantástico no Brasil, área à qual se dedica academicamente.
Barquinho de Papel
Em ‘Barquinho de papel’, Jurema vive na orla de Cruz-credo, um vilarejo baiano esquecido, onde até os sonhos parecem ser jogados fora. Seu maior divertimento é provocar padre Cícero, guardião da capela azul que vela o povoado, na qual os moradores fazem suas interseções. Apesar de gostar da vida simples e das figuras que compõem o vilarejo, ela sonha com o além-mar: quer velejar o mundo em um barquinho feito de palavras esquecidas.





