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Césio-137: Netflix recebe críticas por gravar em SP série sobre acidente em Goiânia

Goianos manifestam revolta e alegam que a série deveria ser gravada na cidade onde ocorreu o acidente

Por Mirela Costa 16 set 2025, 19h04 •
emergência-radioativa
O ator Johnny Massaro protagonizará a minissérie (Netflix/Divulgação)
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  • Na última semana, o Conselho Municipal de Cultura de Goiânia publicou uma carta aberta à Netflix, manifestando insatisfação com as gravações em São Paulo da minissérie “Emergência Radioativa”. A obra é inspirada no acidente radiológico com Césio-137, que ocasionou quatro mortes e deixou mais de mil pessoas afetadas pela radiação em Goiânia, em 1987.

    “Esse episódio não é apenas um fato histórico: ele é parte da memória viva do povo goianense. […] Contar essa história sem olhar para o lugar onde ela realmente aconteceu é retirar dela a verdade mais profunda: a memória do povo que a viveu”, diz o documento. Segundo os conselheiros, Goiânia tem a estrutura necessária para receber uma produção audiovisual de grande porte, com “profissionais qualificados, infraestrutura, locações autênticas e, sobretudo, o vínculo emocional e histórico que nenhuma outra cidade pode oferecer.

    O Conselho ainda completa: “O acidente com o Césio-137 foi considerado pela Agência Internacional de Energia Atômica o maior acidente radiológico do mundo fora de usinas nucleares. Ele não pertence a um cenário montado em um estúdio: ele pertence à Goiânia, ao seu povo, às suas cicatrizes”. Procurada pela Vejinha, a Netflix não se manifestou até a publicação desta matéria.

    Entenda a minissérie

    Em junho, a plataforma de streaming anunciou o início das gravações. Criada por Gustavo Lipsztein, dirigida por Fernando Coimbra e produzida pela Gullane, a trama retrata a corrida contra o tempo de físicos e médicos para salvar milhares de vidas e a cidade após o descarte indevido do material radioativo de uma máquina de radioterapia. A minissérie tem no elenco nomes como Johnny Massaro, Paulo Gorgulho, Bukassa Kabengele, Alan Rocha, Antonio Saboia, Luiz Bertazzo e Tuca Andrada.

    Relembre o acidente

    Em setembro de 1987, dois catadores de recicláveis retiraram e desmontaram parte de um aparelho de uma clínica abandonada. O objeto foi vendido a um ferro-velho, onde mais pessoas terminaram de desmontá-lo.

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    Dentro do cabeçote de chumbo do aparelho, os trabalhadores encontraram uma cápsula com 19 gramas de Césio-137. A substância radioativa logo espalhou-se pela cidade, resultando no maior acidente radiológico do país.

     

     

     

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