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Brigitte Bardot, ativista e estrela do cinema, morre aos 91 anos

A artista francesa foi uma das figuras mais famosas do século passado, com momentos marcantes em filmes como 'E Deus Criou a Mulher' e 'O Desprezo'

Por Agência Brasil
28 dez 2025, 11h03 • Atualizado em 28 dez 2025, 11h22
Brigitte Bardot morre aos 91 anos: ícone do cinema
Brigitte Bardot morre aos 91 anos: ícone do cinema (MGM/Divulgação)
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  • Morreu aos 91 anos a atriz Brigitte Bardot, ícone do cinema francês, neste domingo (28). A causa da morte não foi divulgada pela Fondation Brigitte Bardot, sua instituição dedicada ao bem estar animal, que confirmou a informação.

    Ela foi hospitalizada em outubro na cidade de Toulon para passar por uma cirurgia, mas teve alta no mesmo mês. Além de atriz e modelo, a artista, que foi uma das personalidades mais famosas do século XX, também era ativista pelos direitos dos animais.

    Estrela do cinema

    Nascida em Paris, em 1934, em uma família rica, começou sua carreira artística como modelo, aos 15 anos. Estampou a capa da revista Elle e sua beleza chamou atenção imediata de outras áreas, como o cinema.

    Estreou nas telas em 1952, aos 18 anos, no filme Le Trou Normand, do diretor Jean Boyer, no qual interpretou a personagem Javotte Lemoine, um papel pequeno. No mesmo ano atuou em Manina, a Moça Sem Véu. Com direção do diretor francês Willy Rozier, sua personagem não tinha grande destaque, mas Brigitte chamou atenção ao aparecer de biquíni, ajudando a tornar comum a peça de roupa.

    Em 1953, a jovem atriz, ainda não muito famosa, atuou em Mais Forte que a Morte, seu primeiro trabalho num longa-metragem norte-americano. Com Kirk Douglas e Dany Robin como protagonistas, a produção teve muitas cenas rodadas na França. Embora não tenha tido grande destaque no filme, a atriz chamou atenção no Festival de Cannes daquele ano durante a promoção do longa protagonizado por Douglas. Ela surgiu de biquíni no evento, o que causou frisson na mídia.

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    A atriz seguiu atuando em filmes franceses, italianos e ingleses. Em 1955 atuou em várias produções como A Noiva do ComandanteAs Grandes Manobras A Luz do Desejo. Em 1956, trabalhou em filmes como Helena de TróiaMademoiselle Pigalle Meu Filho Nero.

    Nestes longas, Brigitte já vinha chamando atenção e atuando com mais destaque, sendo protagonista em algumas produções. Ainda em 1956, ela estrelou E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, o francês Roger Vadim.

    No longa, Brigitte interpreta Juliette, uma jovem mulher que vive em Saint-Tropez que se casa com o irmão de um homem que a rejeitou. Ela, que é uma órfã, luta para não voltar para o orfanato e faz isso despertando paixões.

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    A produção levou Brigitte ao estrelato: ela se tornou um símbolo sexual e passou a influenciar a moda feminina em grande parte do mundo.

    A partir daí, a francesa se tornou sinônimo de estrela de cinema, atuando em produções famosas como O Desprezo, de 1963, do diretor Jean-Luc Godard e atuou ao lado de astros como Anthony Perkins, Marcello Mastroianni, Alain Delon, Sean Connery, entre outros.

    Búzios

    Brigitte passou por crises de relacionamento nos anos 60, teve depressão e questões graves com bebidas alcoólicas. Teve um filho não desejado, o que tumultuou sua relação com ele ao longo da vida.

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    Em 1965, Brigitte veio ao Brasil, quando namorava Bob Zagury, um brasileiro atleta de baquete no Flamengo. Em passagem pelo país, a atriz esteve na cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, em uma visita que ficou famosa. A prefeitura local fez uma estátua de Brigitte, que permanece no município até os dias de hoje.

    O último filme de Brigitte foi o francês L’histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise, lançado em 1973. Depois disso, a atriz decidiu deixar a vida artística e passou a se dedicar a outra de suas paixões: a defesa dos animais.

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