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Atividades distraem visitantes na fila da mostra Renascentista

Centro Cultural Banco do Brasil espera que 300 mil pessoas visitem <em>Mestres do Renascimento</em>, em cartaz até 23 de setembro. Sem horário marcado, intervenções vão surpreender o público

Por Bruna Ribeiro
Atualizado em 5 dez 2016, 15h49 - Publicado em 11 jul 2013, 16h42

Em cartaz até 23 de setembro, a exposição Mestres do Renascimento: Obras-Primas Italianas, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), já recebeu 100 mil visitantes. Para distraí-los durante a espera na fila, o espaço preparou uma série de intervenções. A ideia foi adotada após o sucesso de outras mostras na instituição, como Impressionismo: Paris e a Modernidade, que levou 325 mil visitantes ao CCBB no ano passado.

Segundo a coordenadora de ações educativas do espaço, Luciana Chen, a intenção é que os frequentadores entrem no clima da exibição antes mesmo de verem as obras. “Essas mediações serão inspiradas nos trabalhos dos grandes nomes do Renascimento que vamos apresentar”, diz ela. Em uma das performances, por exemplo, educadores encenam um baile usando roupas do século XVI.

 

Alguns dos personagens retratados nas obras, como as “musas gregas” e Elisabetta Gonzaga, do pintor Rafael, apareceram em carne e osso em meio à plateia. Personalidades históricas, como o próprio Rafael e o poeta português Luís de Camões, vão desfilar pela área externa do CCBB.

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Aos que preferem atividades interativas, haverá oficinas que ensinam a fazer uma câmera escura e leituras de textos de Leonardo Da Vinci. “Um educador irá se vestir de preto e terá um espelho colado ao corpo”, descreve a coordenadora. “Escritas ao contrário, as frases de Da Vinci serão lidas por meio de seu reflexo, como ele fazia.”

Haverá também visitas mediadas por um educador, com agendamento prévio, às segundas, quartas, quintas e sextas, das 9h às 10h. No primeiro fim de semana da exposição, nos dias 13/7 e 14/7, o CCBB organizou a “Virada Renascentista”, nos moldes das organizadas em 2012 para a exposição dos impressionistas. O local funcionou durante a madrugada e fechou apenas às 21h de domingo.

Além da “virada”, outra estratégia para driblar as longas filas de espera é visitar a exposição em horários alternativos, quando a procura é menor. A organização da mostra recomenda o início da noite, a partir das 19h, como melhor horário para visitação. Pela manhã, na abertura, e no horário do almoço, o fluxo de frequentadores é maior.

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