Acadêmicos do Tatuapé: enredo traz a luta do MST para a avenida
Escola será a quarta a se apresentar na sexta-feira (13) de carnaval
“Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra” é o enredo da Acadêmicos do Tatuapé em 2026. Inspirada na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a letra reflete a trajetória da luta por terra, dos deuses da agricultura até revoltas e cenário atual.
“Cada trecho transparece a luta do MST e o papel fundamental do trabalhador e da trabalhadora rural. Foi feito com muito carinho e afinco, para que todos sintam essa energia na avenida”, conta Celsinho Mody, intérprete oficial da Tatuapé, em entrevista ao MST.
A composição do samba é de Turko, Zé Paulo Sierra, Silas Augusto, Rafa do Cavaco, Claudio Russo, Luis Jorge, Fabio Souza, Dr. Élio, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Lucas Donato, Salgado Luz, Daniel Goulart, Fabian Juarez, Fábio Oliveira, Wagner Forte e Chico Maia. Segundo a escola, o samba-enredo foi escolhido internamente entre 21 outros sambas inéditos.
Veja a letra completa:
Tupã! Num sopro de ternura
Concebeu a agricultura
Para os filhos desse chão
Trovejou, lá no alto da palhoça
Quando o orvalho molha a roça
É perfeita a comunhão
Mas veio o invasor
E a terra então sangrou
Negro plantou resistência
Canudos semeou a rebeldia
Cada enxada levantada
Liberdade florescia
Mas a ganância por terra sem gente
Faz muita gente sem terra chorar!
Quem planta o mal, espalha ambição
Me dá! Me dá, um “pedacim” de chão
Lavoura ê! Lavoura!
Mãos calejadas no cultivo da semente
Lavoura ê! Lavoura!
Floresce da terra
A fé dessa gente
Alimentar e plantar o amor
Proteger é cuidar desse chão
Abraçar o nosso irmão
Contra a desigualdade
Pra colher dignidade
Em cada gota de suor eu vi
Brotar, crescer e acreditar
Que a esperança está no amanhã
E assim será…
Viver é partilhar
E nada em troca esperar!
Tem festa na roça, até o amanhecer
Divide esse chão, pro nosso povo colher!
Tatuapé, me chama que eu vou!
Puxe o fole, sanfoneiro, no toque do agogô!





