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Acadêmicos do Tatuapé: enredo traz a luta do MST para a avenida

Escola será a quarta a se apresentar na sexta-feira (13) de carnaval

Por 7 jan 2026, 15h45 •
Casal de mestre-sala e porta bandeira da Acadêmicos do Tatuapé
Casal de mestre-sala e porta bandeira da Acadêmicos do Tatuapé em 2025 (Igor Pereira/Divulgação)
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  • “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra” é o enredo da Acadêmicos do Tatuapé em 2026. Inspirada na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a letra reflete a trajetória da luta por terra, dos deuses da agricultura até revoltas e cenário atual.

    “Cada trecho transparece a luta do MST e o papel fundamental do trabalhador e da trabalhadora rural. Foi feito com muito carinho e afinco, para que todos sintam essa energia na avenida”, conta Celsinho Mody, intérprete oficial da Tatuapé, em entrevista ao MST.

    A composição do samba é de Turko, Zé Paulo Sierra, Silas Augusto, Rafa do Cavaco, Claudio Russo, Luis Jorge, Fabio Souza, Dr. Élio, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinícius, Lucas Donato, Salgado Luz, Daniel Goulart, Fabian Juarez, Fábio Oliveira, Wagner Forte e Chico Maia. Segundo a escola, o samba-enredo foi escolhido internamente entre 21 outros sambas inéditos.

    Veja a letra completa:

    Tupã! Num sopro de ternura
    Concebeu a agricultura
    Para os filhos desse chão
    Trovejou, lá no alto da palhoça
    Quando o orvalho molha a roça
    É perfeita a comunhão

    Mas veio o invasor
    E a terra então sangrou
    Negro plantou resistência
    Canudos semeou a rebeldia
    Cada enxada levantada
    Liberdade florescia

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    Mas a ganância por terra sem gente
    Faz muita gente sem terra chorar!
    Quem planta o mal, espalha ambição
    Me dá! Me dá, um “pedacim” de chão

    Lavoura ê! Lavoura!
    Mãos calejadas no cultivo da semente
    Lavoura ê! Lavoura!
    Floresce da terra
    A fé dessa gente

    Alimentar e plantar o amor
    Proteger é cuidar desse chão
    Abraçar o nosso irmão
    Contra a desigualdade
    Pra colher dignidade
    Em cada gota de suor eu vi
    Brotar, crescer e acreditar
    Que a esperança está no amanhã
    E assim será…
    Viver é partilhar
    E nada em troca esperar!

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    Tem festa na roça, até o amanhecer
    Divide esse chão, pro nosso povo colher!
    Tatuapé, me chama que eu vou!
    Puxe o fole, sanfoneiro, no toque do agogô!

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