A magia da primavera em Paris: hotéis, passeios e novos achados
Uma das melhores épocas do ano para visitar a Cidade Luz, viver os cafés “borbulhantes” e hospedagens cada vez mais convidativas
Os termômetros marcam em média 15 graus, o sol brilha, o clima ameno traz de volta a sensação de felicidade, as flores e os verdes ressurgem a cada esquina. O que o ano inteiro já é maravilhoso, flanar pela Cidade Luz agora ganha ares supremos. A primavera em Paris, e na Europa em geral, é a época das mais bonitas e agradáveis de viajar para lá. “É como se voltasse a alegria de viver”, afirma o globetrotter parisiense Charles Piriou, autor de Hotels de Paris. Um viajante que explora lugares incríveis da França ao Brasil, conectando pessoas e destinos.
O livro, lançado em São Paulo em dezembro de 2025, no Pulso Hotel, é uma viagem luxuosa e cultural por sua terra natal. Fomos conhecer algumas das indicações da publicação. Para Piriou, a chegada da primavera faz a cidade “borbulhar”. “Paris floresce de novo, os terraços dos cafés ficam cheios, a cidade ganha uma magia no ar!”
Começamos a viagem com um abraço em uma nova forma de hospedagem, no projeto 1.75 Paris (a medida no nome significa a extensão dos braços abertos para abraçar), uma coleção de lugares que estão recriando a hotelaria. Em uma área tranquila da cidade, no coração do 7e arrondissement, entre os Invalides e a Torre Eiffel, está o predinho neoclássico do La Trêve.
Com apartamentos supermodernos e elegantes, onde o hóspede se sente um parisiense, com um serviço de hotel personalizado, como anfitriões mesmo. “Não criamos lugares apenas para hospedar clientes, mas, sim, casas onde eles realmente vivem”, explica Guillaume Lange, presidente e cofundador do grupo.
O La Trêve, primeiro ponto deles, tem dezessete suítes distribuídas em cinco apartamentos por andar. Cada piso tem uma belíssima sala de estar, outra de jantar e uma cozinha comum entre os apartamentos. Ideal para dividir com familiares ou amigos ou também para se conectar com pessoas bacanas. As suítes podem ser reservadas individualmente ou integradas em um apartamento completo, uma excelente opção também para eventos ou ocasiões especiais.
No térreo, uma butique gastronômica muito simpática, a Maison Mam, com a assinatura da chef duas estrelas Michelin Stéphanie Le Quellec, e pâtisseries clássicas de Pierre Chirac. Ali, é servido o café da manhã e há opções deliciosas para levar para comer no apartamento.
O 1.75 já tem dois outros prédios na cidade, o La Source, belíssimo, com apartamentos de 220 metros quadrados, três suítes independentes, supercleans e de extremo bom gosto, a poucos passos da Place de la Concorde, e o Le Charme, o mais recente da coleção, em Butte-aux-Cailles.
Em uma outra proposta, porém igualmente charmosa e exclusiva, estão os hotéis de Bertrand Plasmans, um apaixonado por hotelaria, o novíssimo Aubépine e o clássico inteiramente reformado Fougère, ambos em Saint-Germain-des-Prés, essa maravilha de bairro que fica agora mais delicioso ainda de passear.
Com a fachada verde-musgo, na Rue de Seine, reduto das galerias de arte, o Aubépine é o que se pode chamar de uma tradução perfeita do espírito parisiense. Tudo o que se imagina de um hotel pequeno (são três adoráveis suítes e seis quartos) com todos os detalhes minimamente escolhidos, flores frescas, atendimento personalizado, sentese a cada instante o prazer de receber que todos têm ali.
A localização do Fougère é tão perfeita que chega a dar aflição. Fica na Rue Bonaparte, coração de Saint-Germain, próximo à esquina do histórico Les Deux Magots, quase em frente à editora Assouline e agora vizinho da brasileira Granado. Um luxo de vizinhança. Quem se hospeda ali se sente privilegiado por cada detalhe. Tudo muito pessoal.
No cantinho da linda entrada, sempre com belos arranjos de flores, pode-se observar o proprietário Plasmans trabalhando em uma charmosa mesinha e atento à movimentação dos hóspedes. Depois de trabalhar em grandes grupos, ele repaginou o Fougère e abriu o Aubépine. “Eu adoro o que faço”, diz, entusiasmado.
O bom de flanar em Paris é perceber que tudo se mantém, mas sempre com ares de renovação. Um lugar para se chegar e se deslumbrar é o Café de l’Homme, inteiramente voltado para a Torre Eiffel, de onde se pode saborear pratos como cogumelos-de-paris rosés rôtis, com ovos moles e espuma dos mesmos cogumelos.
No Marais, a sommelier brasileira Marina Giuberti comanda degustações no Divvino, onde se pode ter refeições na adega e comprar garrafas bem selecionadas.
A lindíssima Galeries Lafayette tem uma loja gigante da Ladurée, convidativa para um chá ou espumante com prova de macarons, e um terraço com uma vista panorâmica de Paris. São alguns passeios clássicos que valem a pena voltar sempre.
Paris é mesmo uma festa, e em abril ela borbulha!
Um dia de aventura
A cerca de uma hora de trem do centro de Paris, a Disneyland Paris entrega tudo que promete num passeio para ficar na memória das crianças e adolescentes. Reserve um dia inteiro e prepare o fôlego para as aventuras, que são muitas e intermináveis.
Das atrações para os pequenos, como desfiles dos personagens, às montanhas-russas radicais, o parque proporciona diversão para todas as idades. Os ingressos podem ser comprados pelo site e há uma série de opções, inclusive o Disney Premier Access, que dá acesso direto aos brinquedos sem fila. Embora seja bem mais caro, há uma economia importante de tempo para poder curtir as atrações.
São dois parques, o Disneyland Park e o Walt Disney Studios Park, que passará a se chamar Disney Adventure World a partir de 29 de março. Uma das montanhas-russas mais cobiçadas e famosas do complexo é a Hyperspace Mountain, uma viagem no espaço sideral.
Para visitar os dois parques, fica muito corrido em um único dia, mas é possível se as famílias decidirem não ir a todos os brinquedos e fazer uma pré-seleção, escolhendo pelo site ou pelo aplicativo, que funciona super bem.
Depois, é entregar-se à diversão e às comidinhas fast-food no melhor estilo Disney, com direito ao charme parisiense de ter crepe com Nutella nos intervalos entre um brinquedo e outro.
Publicado em VEJA São Paulo de 20 de março de 2026, edição nº 2987.





