9 cinemas de rua com programação variada em São Paulo
Salas resistem ao tempo com uma programação diferente da oferecida pelas grandes redes de shopping e modelo de patrocínio
Atualmente, a região da Paulista concentra os principais cinemas de rua da cidade: Espaço Petrobras de Cinema e CineSesc, na Rua Augusta; Cine Marquise e Reserva Cultural, na Avenida Paulista; e o Cine Belas Artes, na Rua da Consolação.
Em Perdizes, há o Cine LT3. Em Pinheiros, um exemplar é o Cine Sala. Um dos sócios se prepara para abrir o Cine Tutu, na Vila Madalena, ainda neste ano (saiba mais sobre o projeto aqui). Outra novidade é o Nu Cine Copan, previsto para 2027, que fará companhia ao Cine Bijou e ao Marabá, na região da República.
Essas salas resistem ao tempo com uma programação diferente da oferecida pelas grandes redes de shopping e vêm atraindo cada vez mais o público jovem. “Fazemos exibições em 35 milímetros, lotadas, de filmes dos anos 60, e a grande maioria do público tem menos de 30 anos”, diz Graziela Marcheti, coordenadora de programação no CineSesc. “Não nos pautamos pela lógica do mercado.”
Muitos desses endereços apostam em festivais e mostras temáticas e, no caso do Belas Artes, também em feiras e outros eventos. “A ideia é manter e ampliar as possibilidades, oferecendo programações que de alguma maneira dialoguem com o audiovisual e a cultura em São Paulo”, afirma André Sturm, diretor do Belas Artes. “Também apostamos em dar mais tempo aos filmes. Por exemplo, fomos a última sala a tirar O Agente Secreto de cartaz.”
Um modelo adotado por muitos para continuar funcionando é o patrocínio — o Belas Artes, por exemplo, ainda busca um parceiro para 2027. “O proprietário concordou em reduzir o aluguel enquanto a gente não encontra, mas isso tem prazo”, diz Sturm. “Estamos resistindo.”
Publicado em VEJA São Paulo de 31 de julho de 2026, edição nº 3006.





