O legado que renova o bairro Alphaville: nasce o residencial Cantalupe
A visão pioneira de Renato de Albuquerque ganha continuidade com o projeto que valoriza um novo modo de viver
Existem lugares que surgem da necessidade e outros que nascem de uma ideia. O bairro Alphaville pertence ao segundo grupo. Na década de 1970, quando a área que hoje se estende entre Barueri e Santana de Parnaíba ainda era vista como um ponto remoto na Grande São Paulo, o arquiteto e urbanista dr. Renato de Albuquerque enxergou ali um futuro possível. Não uma aposta improvisada, mas um projeto completo: raízes, trabalho perto de casa, mobilidade fluida e uma qualidade de vida rara naqueles anos.
Esse olhar, que nasceu antes do bairro existir de fato, retorna agora ao público no documentário Alphaville, o bairro: história em evolução. Lançado pela Artesano Urbanismo, o filme é uma homenagem sensível a quem viu futuro onde quase ninguém via caminho. É uma obra sobre urbanismo, sim, mas também sobre coragem, cuidado e a responsabilidade de deixar algo que permaneça.
Aos 98 anos, Dr. Renato revisita o lugar onde tudo começou. Mais do que uma retrospectiva, o documentário funciona como um reencontro: o retorno ao cenário onde uma ideia ousada ganhou forma e se transformou em referência nacional.
Memória que inspira futuro
Ao caminhar novamente por Alphaville, Dr. Renato relembra o que o movia desde o início: a convicção de que espaços urbanos também podem ter alma. No filme, ele destaca episódios que revelam não apenas o pioneirismo do projeto, mas uma sensibilidade incomum sobre o impacto de cada decisão.
Naquele período, a região, situada a 23 quilômetros da Praça da Sé, parecia afastada demais para atrair moradores. Ainda assim, Renato, ao lado de Yojiro Takaoka, percebeu potencial onde poucos enxergavam e apostou que, com planejamento, o lugar poderia ganhar relevância.
Criar ruas, abrir estradas e organizar serviços eram passos necessários, mas o propósito ia além da infraestrutura. O objetivo era tecer convivência, estimular vínculos e construir um cotidiano funcional e acolhedor ao mesmo tempo. “Não era só ir e vir, mas ficar”, diz Dr. Renato.
Essa dimensão aparece quando ele narra os primeiros desafios. A falta de serviços básicos, por exemplo, não impediu o avanço, pelo contrário, fortaleceu a criatividade e a união das primeiras famílias. Cada obstáculo era visto como uma chance de aproximar moradores e consolidar um modo de viver que ainda estava sendo inventado.
“Se era tudo terra, a estrada seria aberta. Se não tivesse fio, a conexão seria feita. Se não houvesse entrega, leite, pão e jornal chegariam a todos”, relembra.
É justamente esse espírito, o de construir com visão de longo prazo, que hoje inspira a Artesano Urbanismo. “O Dr. Renato mostra que o urbanismo é responsabilidade. Cada novo projeto parte desse princípio: olhar para o futuro com cuidado e criar espaços que façam sentido para as pessoas e para o ambiente.”, conta Marcelo Willer, sócio da empresa.
Um novo capítulo entre o Zero e o Um
Dessa herança surge o Cantalupe, situado entre os residenciais Zero e Um. Mais do que um novo empreendimento, ele representa a continuidade de uma visão: criar espaços onde natureza, convivência e desenho urbano se reforcem mutuamente.
O Cantalupe adota o urbanismo regenerativo, abordagem que não apenas preserva, mas recupera. Nascentes são protegidas, corredores ecológicos se fortalecem e caminhos sombreados se integram ao dia a dia.
Segundo Marcelo, “quando falamos em urbanismo regenerativo, falamos em preservar ou revitalizar a vitalidade da área. No Cantalupe, isso se materializa em ações práticas como a formação de corredores verdes, a recuperação das áreas próximas às nascentes e aos córregos, a criação do viveiro próprio de espécies nativas, o manejo responsável da vegetação e o uso de soluções como energia solar e reaproveitamento de água reforçam esse compromisso. “
Com mais de 500 mil m², o Cantalupe reúne 322 lotes, áreas verdes conectadas ao Córrego do Garcia, espaços de encontro e um clube voltado ao bem-estar. É um projeto que busca devolver ao território mais qualidade ambiental do que havia antes — algo raro no urbanismo tradicional.
“Nosso objetivo é que o empreendimento vá além da preservação, atuando de forma ativa na regeneração da paisagem e dos ecossistemas locais. Em uma área antes ocupada por monocultura de eucaliptos destinada à produção de celulose, o projeto propõe a recomposição da Mata Atlântica, contribuindo para a recuperação ambiental e deixando um legado positivo para a comunidade”, reforça Willer.
Onde a sustentabilidade começa: da semente ao território
A atenção à regeneração aparece desde a concepção. Os atendimentos do lançamento ocorreram no Espaço Artesano, um viveiro onde são cultivadas as espécies que compõem o paisagismo do residencial. Mais do que um estande de vendas, o lugar funciona como laboratório ambiental, concentrando mudas destinadas ao reflorestamento e ao enriquecimento vegetal da área.
Ali, diferentes espécies nativas são cuidadas para fortalecer o entorno e recuperar a bacia do Córrego do Garcia, que percorre trechos de Santana de Parnaíba e Barueri. A iniciativa, ainda rara no setor, amplia a diversidade botânica, reforça a identidade paisagística do Cantalupe e antecipa ações de regeneração antes mesmo da construção começar, criando um corredor de biodiversidade.
É uma forma concreta de devolver ao território mais qualidade ambiental do que havia antes, uma das diretrizes centrais do projeto e uma das marcas da atuação da Artesano.
O que permanece
Projetar um novo espaço urbano exige responder a uma pergunta essencial: o que queremos deixar para as próximas gerações? Na Artesano, essa reflexão está na base de cada decisão, do desenho das ruas à escolha das espécies vegetais. “Nosso compromisso é entregar um projeto preparado para as próximas gerações. Nossa missão é deixar um legado duradouro, bairros que cresçam de forma equilibrada, cultivem o bem viver e respeitem o ambiente que os cerca.”, sintetiza Marcelo.
Mais do que um residencial, o Cantalupe é a continuidade de um legado que começou com coragem, cresceu com comunidade e agora amadurece com responsabilidade ambiental. A história de um lugar que não surgiu por acaso, mas por uma ideia — e, acima de tudo, por um propósito.
1973
Dr. Renato idealiza Alphaville e inicia um projeto urbano que transformaria o modo de morar no Brasil. Hoje o bairro conta com cerca de 70 mil moradores.
1980–1990
A região se consolida como polo de moradia, serviços e inovação, influenciando novos empreendimentos no país.
Anos 2000
Com a expansão concluída, Dr. Renato leva seu conhecimento a outras cidades, como Campinas, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Campo Grande, Cuiabá e Manaus.
2017
Nasce a Artesano Urbanismo, fundada por Dr. Renato, Nuno Lopes Alves e Marcelo Willer, com foco em urbanismo regenerativo.
2021
Lançamento do Artesano Galleria, em Campinas.
2022
A Artesano conquista o Prêmio Master Imobiliário.
2023
Lançamento do Artesano Londrina, em Londrina (PR) e Artesano Ribeirão Preto, em Ribeirão Preto (SP).
2025
Lançamento do documentário Alphaville, o bairro: história em evolução e apresentação do Cantalupe.





