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Pessoal e intransferível

Designer francesa cria joias com inscrições em braile — a ideia é que apenas você saiba o que está escrito

Por Patricia Moterani Atualizado em 5 dez 2016, 16h19 - Publicado em 7 fev 2013, 21h30

Três anos atrás, enquanto procurava novos materiais e ideias para criar suas joias, a designer francesa Claire Naa teve um “insight”. Ao olhar caixas de remédios com seus nomes gravados em braile, ela percebeu muitas peças da joalheria traziam palavras ou expressões, mas poucas tinham inscrições com este alfabeto. Decidiu, então, confeccionar criações com essas letras em revelo, dominadas, na maior parte da vezes, apenas por quem tem deficiência visual. “Como o entendimento delas é restrito, o resultado são joias misteriosas, que poucos conseguem decifrar”, diz Claire. Assim surgiu a BRAÏ Jewellery, que lhe rendeu em 2011 o prêmio “Criador do Ano”, dado pela Paris Capitale de la Création, associação francesa que promove anualmente uma grande feira de exposição com grifes locais de moda, decoração e acessórios.

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A marca tem anéis, pulseiras, colares e braceletes feitos em ouro, couro e prata, e todos carregam palavras ou mensagens — que podem ser escolhidas por quem encomenda a joia. Se quiser comprar alguma peça já pronta, ela virá com a palavra “touch” gravada em braile, que significa “tocar”. “Além de criar joias personalizáveis, também quero incentivar as pessoas a aprenderem o alfabeto”, afirma a designer. As peças custam entre 20 e 150 euros e podem ser achadas no próprio ateliê de Claire, em Paris, e em outros pontos de venda na França, Itália, Alemanha, Luxemburgo e Suíça. Ela também vende pela internet, mas ainda não entrega no Brasil.

Claire Naa. 10, rue de Birague, claire@braijewellery.com. http://www.braijewellery.com

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