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Escultura abençoada pelo papa Francisco dá origem a joias

As peças de Cristina Rotondaro começam a ser vendidas no segundo semestre, no museu do Vaticano. Em São Paulo, a designer lança nova coleção de titânio

Por Vanessa Barone
15 Maio 2025, 12h24 •
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A designer, com suas criações: "busco o singular" (Thiago Daudt/Divulgação)
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  • Filha de um diplomata italiano, Cristina Rotondaro, 57, cresceu exposta a culturas diversas. E essa experiência de cidadã do mundo — que incluiu passagens pelo Brasil, Itália, Filipinas e Quênia, onde nasceu — ajudou a moldar o olhar artístico que ela coloca a serviço da joalheria há quase trinta anos. Morando novamente no Brasil, no Rio, há dois anos, ela acaba de lançar a sua nova coleção de joias na loja multimarcas Pinga, no Jardim Paulista — na capital fluminense, suas criações são encontradas em seu ateliê, no Jardim Botânico. “As minhas peças têm alma e refletem o fogo da vida”, define Cristina, que começa a ampliar os negócios em solo brasileiro. “Além da joalheria, quero investir na produção artística e ter as minhas coleções em alguma galeria.”

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    Presente para papa Francisco: batizada de ‘Cristo-Sol’, é feita de prata sobre madeira de oliveira (Alessandro Neri/Divulgação)

    Seu trabalho como artista, aliás, foi reconhecido por ninguém menos que o papa Francisco (1936- 2025). Isso porque, em 2023, a designer criou uma escultura especialmente para Sua Santidade. A obra, com 14 cm x 14 cm, batizada de Cristo-Sol, é feita de prata sobre madeira de oliveira e foi produzida com a colaboração do joalheiro italiano Nico Giordano. A criadora conta que a peça foi abençoada pelo pontífice. “Acredito que ele tenha gostado, porque guardou com ele”, afirma.

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    Anel da coleção “Cristo-Sol’: peça inspirada em escultura (Alessandro Neri/Divulgação)

    A escultura foi o ponto de partida para uma coleção especial, com anel e colar de prata e banho de ouro, que começará a ser vendida no museu do Vaticano em breve, com receita revertida para custear obras de caridade. Essa não é a primeira experiência de Cristina com joias religiosas. Em 2016, ela já havia produzido a linha A Pele do Cristo Redentor, especialmente para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, cuja renda é destinada a projetos sociais.

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    Antes de ter uma marca própria, na Itália, nos anos 1990, a artesã trabalhou por seis anos na Bvlgari, onde se apaixonou definitivamente pela joalheria. Mas, seguindo as próprias referências multiculturais, enveredou-se pelo uso de materiais inusitados, como bronze oxidado, madeiras brasileira e africana, esmaltes e titânio. “Eu gosto de ser diferente e eclética. Busco singularidade, mas também quero ser acessível”, define.

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