Testamos um rodízio de coxinhas a 49,90 reais na Vila Prudente

Confira se vale a pena provar a sequência com treze sabores salgados e um doce

Não há como negar: a coxinha é um salgado queridinho dos paulistanos. A Santa Coxinha, lanchonete na Vila Prudente dedicada ao petisco, estreou um modelo de se comer o quitute aos montes. Trata-se de um rodízio por 49,90 reais com bebida e serviço inclusos.

Servida às terças e às quintas, a sequência apresenta quatorze variedades,  treze salgadas delas e em tamanho médio e uma doce, um pouco menor. Os sabores mudam mensalmente, com exceção da tradicional de frango, com ou sem requeijão cremoso.

Funciona assim: uma garçonete passa pelas mesas de quem adere ao rodízio com uma bandeja cheia de opções que acabaram de saltar do óleo quente. Ela indica os sabores aos clientes, que, por sua vez, escolhem os que mais dão água na boca.

Kimaravilha: formato de coxinha e recheio de queijo

Kimaravilha: formato de coxinha e recheio de queijo (Gabriela Del'Moro/Veja SP)

Entre as melhores está a de calabresa com requeijão, que tem a linguiça ralada misturada ao queijo. A de quibe intitulada kimaravilha não fica atrás. Vale reforçar, porém, que não se trata exatamente de uma coxinha já que não leva a massa de batata e é uma mistura molhadinha de trigo, só que ao invés de carne, leva uma combinação de provolone, mussarela e catupiry no recheio. Portanto, a semelhança entre as duas pedidas se resume ao formato.

Outras opções ficam no passivo quando o assunto é sabor, originalidade e equilíbrio. A de queijo branco com orégano poderia até ser apetitosa, mas o recheio estava bem borrachudo. Ou seja, frio e não derretido era de se esperar.

Queijo branco com orégano: poderia ser melhor

Queijo branco com orégano: poderia ser melhor (Gabriela Del'Moro/Veja SP)

Dá para dispensar quase automaticamente combinações bizarras como a de carne com cheddar. Na coxa-creme em tamanho míni, o erro estava na mistura da massa com catupiry, que envolve o frango em quantidade exagerada e extremamente enjoativa.

Vale guardar um espacinho no estômago para a opção doce. Preenchida com o clássico brigadeiro, lembra um bolinho de chuva, só que com o doce de chocolate no interior.

Versão doce: míni coxinha de brigadeiro

Versão doce: míni coxinha de brigadeiro (Gabriela Del'Moro/Veja SP)

Até o fim de agosto, estão disponíveis também coxinhas de pernil, brócolis com queijo, carne-seca, couve com bacon e presunto e queijo. Os ovolactovegetarianos têm uma sequência para chamar de sua com sabores como palmito e abobrinha com queijo.

Mesmo com fome, provar todas as opções se mostrou uma tarefa difícil desde o início é muita fritura! De maneira geral, os salgados apresentam preparos desiguais. Às vezes são oleosos demais, oras bem massudos e, em alguns casos, falta dar aquela douradinha final. Conclusão: vale só pela curiosidade e pela “graça” de se empanturrar de coxinha, seguido de uma boa dose se antiácido.

Uma boa alternativa ao rodízio (que não é barato), é escolher as coxinhas individualmente. No cardápio regular, elas têm tamanho maior e saem de 6,40 a 12,90 reais.

Santa Coxinha.
Praça República Lituana, 73, Vila Prudente, tel. 2345-4249.
Terças e quintas, das 12h às 22h.
R$ 49,90 para adultos e R$ 29,90 para crianças de oito a doze anos.

Comentários
Deixe um comentário

Olá,

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s