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Sepultura sobre turnê de despedida: “Estamos mais vivos através da morte”

Confira a entrevista com o guitarrista Andreas Kisser, que sobe ao palco do Lollapalooza Brasil 2025 neste domingo (30)

Por Tomás Novaes
29 mar 2025, 06h00 •
Derrick, Paulo, Andreas e Greyson: o Sepultura
Derrick, Paulo, Andreas e Greyson: o Sepultura (Stephanie Veronezzi/Divulgação)
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  • A estreia do Sepultura no Lollapalooza — no Palco Mike’s Ice, domingo (30), às 21h30 — também é uma despedida. Isso porque a banda, referência absoluta do metal brasileiro no mundo, está em meio à sua turnê final, iniciada em 2024: Celebrating Life Through Death (“Celebrando a vida através da morte”, em tradução livre).

    A decisão partiu de uma revolução pessoal na vida do guitarrista paulista Andreas Kisser, com o falecimento de sua esposa em 2022, em decorrência de um câncer.

    “Aprendi a respeitar a finitude. Tudo tem um ciclo, tudo acaba. E por que não acabar quando a gente está bem? Para que esperar as coisas se deteriorarem, dentro de um business que é tão difícil?”, diz o músico, que então decidiu cair na estrada mundo afora, ao lado de Derrick Green (vocal), Paulo Jr. (baixo) e Greyson Nekrutman (bateria), o mais novo integrante, que entrou na banda após a saída de Eloy Casagrande, no ano passado.

    “O metal é o gênero mais popular do mundo. O Sepultura já foi para mais de oitenta países — é algo que não depende da mídia, do top 10, da moda, das tendências. É de família, passa de geração para geração. É uma tradição muito sólida”, afirma Kisser.

    O quarteto, que também se apresentou nas duas outras edições latino-americanas do Lollapalooza, segue com a turnê mundial até o fim de 2026, quando fará um show derradeiro em São Paulo, com bandas convidadas e ex-integrantes.

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    Até lá, todas as apresentações estão sendo gravadas para o lançamento de um disco ao vivo com quarenta faixas registradas em quarenta cidades.

    “Vamos curtir e celebrar, esse é o espírito. A gente está mais vivo do que nunca através da morte. Sem medo do futuro, vivendo o presente. As pessoas têm medo de fechar ciclos, de acabar relacionamentos, de sair de um emprego ou de realizar um sonho de uma viagem: o medo é uma merda. Você tem que ser livre para fazer as suas escolhas”, diz Kisser.

    Publicado em VEJA São Paulo de 28 de março de 2025, edição nº 2937

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