Um pé no Brasil: as conexões de Jorge Drexler com os músicos nacionais
Djavan, Caetano Veloso e Gal Costa (1945-2022) já gravaram duetos com o uruguaio, para quem Chico Buarque "é o melhor escritor de canções vivo”
Jorge Drexler já gravou duetos com ninguém menos que Djavan, Caetano Veloso e Gal Costa (1945-2022), evidência de que sua admiração pela música brasileira é recíproca. “Chico Buarque é, para mim, o melhor escritor de canções vivo”, opina.
Antes de registrar a própria versão de Gonzaguinha (1945-1991), o uruguaio havia revisitado músicas de Buarque e Caetano Veloso. No caminho inverso, Paulinho Moska traduziu La Edad del Cielo em 2003.
Desde então, Drexler consolidou parcerias e afinidades com nomes como Anavitória, Carlos Rennó, Maria Rita, Marisa Monte, Tiago Iorc, Tó Brandileone e João Cavalcanti, que estava no primeiro show do uruguaio no país, em 2004, no Rio de Janeiro. “Ele faz canções populares muito densas, com analogias precisas e preciosas e uma maestria rara”, afirma o compositor carioca.
“Drexler é amável e muito inteligente; tudo o que ele faz é lapidado com carinho”, diz o engenheiro de som Daniel Carvalho, que mixou Tinta y Tiempo (2022).
Para Brandileone, músico e produtor, “ele alcançou o ponto perfeitamente equidistante entre o lado pop, de fácil assimilação, e uma dimensão profunda, filosófica e sofisticada”. Se Drexler bebeu da fonte musical brasileira, hoje compositores do país o têm como referência.
VERSÕES DE DREXLER PARA CANÇÕES BRASILEIRAS
› O QUE SERÁ (À FLOR DA TERRA) Música de Chico Buarque, lançada no disco Meus Caros Amigos (1976), foi gravada por Drexler em 2005, com o título Oh Que Será.
› FORA DA ORDEM No disco coletivo A Tribute to Caetano Veloso (2012), que celebrou os 70 anos do músico baiano, está uma versão de Drexler da música do álbum Circuladô (1991).
› O QUE É O QUE É? Clássico de Gonzaguinha, gravado no disco Caminhos do Coração (1982), acaba de ganhar uma versão de Drexler.
Publicado em VEJA São Paulo de 1o de maio de 2026, edição nº 2994







