Natalia Marchi aplica o rigor analítico na gestão de crises
Fundadora da Marchi Travel utiliza experiência em consultoria estratégica para antecipar problemas e desenhar roteiros sob medida
No último sábado, ao saber da explosão dos conflitos entre EUA, Israel e Irã, a engenheira Natalia Marchi, 40, fundadora da Marchi Travel, pensou no cliente que viajava da Índia para a China e faria conexão em Dubai. “Fiquei superpreocupada que ele e a família não conseguissem chegar ao destino”, diz Natalia, que já se preparava para entrar em ação.
Felizmente, a família conseguiu embarcar no último voo que partiu de Dubai. “Cada viagem, para mim, é um projeto de engenharia. Preciso pensar em tudo e antecipar problemas”, afirma a executiva que, antes de se aventurar como agente de viagem, trabalhou com consultoria estratégica e aprendeu a lidar com processos e planilhas.
A mudança de área veio em 2017, quando, conversando com sua manicure, percebeu a existência de uma demanda da classe C pela organização de viagens. Nascia a Pop Turismo, projeto que cresceu, ganhou estrutura e atendeu a um público em plena ascensão de consumo.
Tudo foi bem até a pandemia, quando a mudança no perfil dos viajantes foi inevitável. Natalia recalculou a rota e abriu a Marchi Travel — agência boutique que opera o luxo sem excessos, com foco na organização de roteiros feitos sob medida.
Com fornecedores em diferentes destinos, a agente planeja viagens a partir das preferências, idade, estilo de vida e orçamento do cliente. “Preciso saber, por exemplo, se o lugar a ser visitado tem a infraestrutura esperada.
Se não tiver, sugiro outro destino.” Falando nisso, o continente africano é, hoje, um dos lugares mais recomendados. “São países que oferecem atrações como safáris e ótimas praias, com estrutura hoteleira. Quênia, Tanzânia e Seychelles, por exemplo”, sugere.





