Como é se hospedar no W São Paulo, hotel de luxo da Vila Olímpia
Com restaurantes assinados, terraço e programação musical, local completa um ano
O hotel W São Paulo acaba de completar um ano com a proposta de movimentar a cena cultural da cidade. Instalado no mesmo local onde antes funcionava a casa de shows Via Funchal, na Vila Olímpia, o espaço é comandado pelo grupo americano Marriott Bonvoy, que trouxe em novembro a badalada DJ americana Awen para o que promete ser uma programação constante de eventos musicais no próximo ano.
Desde a inauguração, também segue aberto ao público com uma coleção de bares e restaurantes. Neste fim de ano serão realizadas festas de Natal e Réveillon nos restaurantes Baio e L40. A partir de R$ 3 586,40 (para duas pessoas), os pacotes incluem ceia, hospedagem e café da manhã. Na virada, uma das celebrações será no topo do prédio, com open bar e apresentações dos DJs Nicole Nix, Amaral Ed e Victor Palanca.
Sob medida
O hotel ocupa os andares superiores de uma torre de uso misto que reúne hotel e residências, com quartos a partir do 25º andar e áreas públicas distribuídas até o topo do edifício. São 179 quartos no total, incluindo 16 suítes. Na W Suíte, onde me hospedei durante a visita, uma grande banheira fica em frente à cama de casal com vista para os prédios da Faria Lima.
As janelas amplas e os móveis em madeira e pedra brasileiras seguem o estilo contemporâneo do projeto assinado por Nini de Andrade Silva e pela aflalo/gasperini arquitetos, que mistura pequenos toques futuristas e escolheu uma paleta marcada por verdes, azuis e metálicos.
A atenção aos gostos de cada cliente faz parte do serviço e é um dos diferenciais da rede de luxo, que investe em um talento chamado de W Insider. Em contato com os hóspedes, ele é responsável por checar as preferências e pedidos de cada cliente para orquestrar suas experiências e mordomias dentro e fora do hotel.
Para a minha chegada, um bilhetinho na porta antecipava uma surpresa sob medida, escolhida depois de consultarem meu perfil no Instagram: um globo de luz para dançar e gravar vídeos em clima de balada. E uma garrafa geladinha de Sauvignon Blanc, da vinícola Luiz Argenta Jovem, me aguardava na mesa da sala.
Mesa intercontinental
A experiência gastronômica é um dos principais pilares do W. No 40º andar, o L40 Cozinha de Latitude funciona exclusivamente no jantar e propõe um cardápio inspirado em países localizados ao longo da latitude 40, como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, China, Japão e Estados Unidos. A cozinha é comandada pelo chef executivo Thomaz Leão, que trabalha o repertório global reinterpretado com ingredientes brasileiros.
O menu é dividido em etapas como warm up, entradas e pratos para compartilhar. Entre os destaques estão a coxinha de pato com molho hoisin (R$ 56,00), releitura que dialoga com o Pato de Pequim, clássico chinês; o crudo de atum com laranja Bahia, ajo blanco (sopa fria espanhola) e crocante de abóbora (R$ 86,00); e as ostras de Cananéia com granita de capim-santo (R$ 86,00, 6 unid.).
Para dividir, aparecem pratos como o frango frito com mel nativo, sweet chilli de biquinho e kimchi (R$ 88,00), o arroz caiçara com camarões, lulas, mexilhões e banana (R$ 132,00) e o polvo grelhado com romesco, castanha-do-brasil, curry e alho negro (R$ 158,00).
O restaurante ainda serve três opções de caviar: Beluga (R$ 998,00), Ossetra (R$ 830,00) e Siberian (R$ 720,00), sempre acompanhados com blinis de mandioquinha, requeijão cremoso, ovos e cebola roxa.
A carta de bebidas inclui drinques autorais, como o Negroni 40 (R$ 62,00), feito com shrub de melancia, e o Cumaru Punch (R$ 62,00), que leva rum envelhecido infusionado com banana passa, cumaru, limão, Cointreau e xarope. Mais de 100 rótulos compõem a carta de vinhos de diferentes países.
O ambiente tem DJ todas as noites e vista aberta para a cidade à beira da piscina do hotel.
Cozinha sulista
No 23º andar, o Baio Cozinha Sulista trabalha a culinária do Sul do Brasil a partir de técnicas com foco em fogo, charcutaria e cocções lentas. O forno Josper, movido a carvão vegetal, é central na execução dos pratos assinados pelo chef Tuca Mezzomo.
Entre as entradas, aparecem os embutidos artesanais da casa (R$ 142,00), os corações de frango grelhados com vinho Marsala (R$ 52,00), o salmorejo com ostras grelhadas (R$ 74,00) e as vieiras com leite de coco e salsa de amendoim (R$ 118,00, 2 unid.).
Vale pedir o espesso e bem condimentado creme de cogumelos, feito com cevadinha e melaço de cana (R$ 68,00).
Nos principais, um dos destaques é o suculento ojo de bife, acompanhado de mandioca cremosa crocante, plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e molho bernaise (R$ 138,00). Também são servidas carnes como a costela bovina assada lentamente (R$ 128,00), além de opções como gnocchi de batata-doce roxa (R$ 98,00) e arroz caldoso de vegetais (R$ 98,00).
As sobremesas incluem torta basca com compota da serra gaúcha (R$ 56,00), semifredo de chocolate com toffee e cachaça (R$ 56,00) e a imperdível cuca de maçã com doce de leite e sorvete de canela (R$ 56,00). Aberto para não hóspedes, o Baio funciona do café da manhã ao jantar e também serve brunch aos domingos, das 13h às 17h, por R$ 348,00 mais 5% de taxas por pessoa.
O hotel abriga ainda o Yōso Bar e Café, no 24º andar, dedicado à mixologia japonesa. No 39º andar, o AWAY Spa oferece tratamentos inspirados nos biomas brasileiros, com produtos da marca Feito Brasil. E a academia, bem equipada com aparelhos Technogym, funciona 24 horas.
Primeiro ano
O hotel está sob a gestão de Eduardo Yoshimoto, executivo com 27 anos de carreira na Marriott International e passagem recente pelo W Santiago.
As diárias custam a partir de 2 300 reais. A propriedade ainda comporta cinco categorias de residenciais, que variam de 53 a 102 metros quadrados e incluem piscina exclusiva, duas saunas, área infantil e salão de eventos.





