Barbeiro do Sírio-Libanês sofre com chegada de rede de beleza
Ele deixou a entidade após mudanças no local
Francisco Almeida foi barbeiro do Hospital Sírio-Libanês nos últimos 21 anos. Ele batia de porta em porta perguntando aos pacientes se queriam fazer a barba. Mas saiu de lá há quatro meses, após a chegada de uma unidade da rede Shades Studio. “Só soube da existência do seu Francisco após ter alugado o espaço no térreo”, diz Oliver Dickerhof, gerente do Shades. O Sírio argumenta que a iniciativa de deixar a entidade foi do próprio Almeida.
O que aconteceu?
O hospital alugou espaço para um salão e me pediu que aumentasse os preços para não fazer concorrência com o novo inquilino. O corte passou de 40 para 100 reais; a barba foi de 35 para 70. A clientela caiu de 300 para setenta por mês.
Quanto o senhor ganhava?
Uns 7 000 reais. Cortei o cabelo de muita gente. O João Doria dava 100 reais de gorjeta.
Quais são seus planos?
Preciso trabalhar. Só de plano de saúde, gasto 3 000 reais por mês. Minha mulher tem de ficar em casa, pois nossa filha de 27 anos sofre de autismo e de problemas renais.







