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Teatro - Por Fabio Codeço

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Rafaela Azevedo: “A base da opressão feminina está ligada à religião”

Atriz estreia 'A Igreja de Fran' na segunda-feira (23), no Teatro Santander

Por Ana Mércia Brandão 23 ago 2026, 08h00
Mulher jovem com cabelo curto e escuro, vestindo blusa preta transparente com recortes nos ombros, posa com a mão na cintura e expressão séria, em fundo cinza
 (Maga Maju/Divulgação)
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Rafaela Azevedo: “A base da opressão feminina está ligada à religião” Priorizar nos meus resultados Google

Após o sucesso King Kong Fran, que reuniu mais de 150 000 espectadores e permaneceu em cartaz por três anos em teatros no Brasil e na Europa, Rafaela Azevedo está em turnê com seu novo espetáculo, A Igreja da Fran. Ela retorna a São Paulo para três apresentações da montagem, entre segunda (24) e quarta (26), no Teatro Sabesp Frei Caneca.

4 perguntas para Rafaela Azevedo:

Por que falar sobre religião?

A minha ideia sempre foi falar sobre a estrutura do patriarcado no geral e mostrar que a opressão feminina foi construída historicamente. Não sei se é utópico o meu sentimento, mas eu realmente trabalho porque quero ver alguma mudança, e quanto mais eu aprofundava meus estudos, percebia que a base estava completamente conectada com a religião.

Como está sendo a recepção da peça nesses primeiros meses?

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Melhor do que eu imaginava, pelas quedas dos perfis da Fran no Instagram. Achava que as pessoas teriam resistência ao tema, mas muitas estão vindo dialogar comigo.

Qual o segredo para ter um sucesso autoral no teatro hoje?

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Comecei a fazer teatro com 16 anos em programa social e até os 30 eu era a típica atriz que tinha que trabalhar em diversos lugares para conseguir pagar o teatro. Com King Kong Fran, achei um formato em que consigo sobreviver sem ter que fazer mais 1 milhão de coisas. E muito dessa virada vem da minha comunicação com o público. Conseguir comunicar na rede social o que eu faço no teatro fez com que essa roda girasse dessa forma. Muitas pessoas me dizem que King Kong Fran foi a primeira ida delas ao teatro.

Como descreveria a Fran?

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A Fran é uma vilã, com características humanas… sensação de poder, opressão. Isso não é só do masculino. Só que as mulheres são socializadas para serem submissas. Mas não estou dizendo que nós devemos ser como a Fran, mas, sim, que ninguém deve fazer isso com outra pessoa.

Publicado em VEJA São Paulo de 21 de agosto de 2026, edição nº3009

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