Peça no Teatro Arthur Azevedo revisita a formação histórica de São Paulo
Ambientada em 1599, 'Entre a Cruz e os Canibais' expõem tensões políticas, conflitos com populações indígenas e disputas de poder
No fim de semana em que São Paulo completa 472 anos, a estreia de Entre a Cruz e os Canibais, no Teatro Arthur Azevedo, chega como uma homenagem. Escrita e dirigida por Marcos Damigo, a peça revisita a formação histórica da cidade.
Ambientada em 1599, parte da chegada do governador-geral Dom Francisco de Souza à então Vila de São Paulo de Piratininga, única aglomeração europeia fora da costa, isolada pela Serra do Mar. Em cena, quatro personagens — o Juiz, o Governador-geral, o Vereador e o Procurador — expõem tensões políticas, conflitos com populações indígenas e disputas de poder que marcaram o início da ocupação do território.
Em tom de comédia farsesca, o texto de Damigo aborda a construção do mito bandeirante e as contradições do projeto colonial, associadas ao primeiro impulso econômico da vila. O elenco reúne José Rubens Chachá, Fábio Espósito, Daniel Costa e Thiago Claro França — que também executa a trilha sonora ao vivo ao lado de Adriano Salhab.
A encenação conta com recursos visuais para relacionar passado e presente na história paulistana. Atenção: em comemoração ao aniversário de São Paulo, as sessões de sexta (23) a domingo (25) serão gratuitas (85min). 12 anos.
Teatro Arthur Azevedo. Avenida Paes de Barros, 955, Mooca, 2604-5558 →. Qui. a sáb., 20h. Dom., 19h. R$ 20,00. Até 15/2. sympla.com.br.
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de janeiro de 2025, edição nº2979.





