Em ‘Asas de Pano’, uma mulher recebe ligações de sua mãe, morta há 20 anos
Peça no Teatro do Núcleo Experimental reúne três gerações de mulheres em cena
Um belo dia o telefone toca e do outro lado da linha está sua mãe, morta há vinte anos. Este é o mote de Asas de Pano, em cartaz no Teatro do Núcleo Experimental, na Barra Funda. A peça, que reúne três gerações de mulheres em cena, marca os quarenta anos de carreira da atriz Eliete Cigarini, sua estreia na dramaturgia — é autora do texto — e o primeiro encontro profissional com sua filha, Gabriela Cigarini.
Na montagem, dirigida por Otávio Martins, uma contadora aposentada (Eliete) entra em crise ao perceber que a filha (Gabriela) está prestes a deixar a casa em busca de independência. É quando passa a receber ligações misteriosas de sua mãe falecida (Anette Naiman). O contato desencadeia um acerto de contas entre passado e presente, trazendo à tona segredos de família ligados à condição social da mulher. A peça aborda temas como maternidade, identidade e heranças afetivas. 12 anos.
Teatro do Núcleo Experimental. Rua Barra Funda, 637, 3259-0898. → Sáb. e dom. 20h. R$ 100,00. Até 22/3. sympla.com.br.
Publicado em VEJA São Paulo de 6 de fevereiro de 2026, edição nº2981





