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Imagens de drone que revelam uma cidade fascinante e ainda pouco conhecida

Vila Maria Zélia tem pouco da arquitetura original e imóveis em ruínas

A espécie de cidade em miniatura de 1917, na região do Belenzinho, contou com tombamento tardio

Por Bruno Niz 3 Maio 2019, 06h00 | Atualizado em 3 Maio 2019, 06h00
Vila Maria Zélia
Vila Maria Zélia, de 1917: projetada para abrigar os 2 100 funcionários da Cia. Nacional de Tecidos de Juta (Bruno Niz/Veja SP)
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Inaugurada em 1917, a Vila Maria Zélia foi projetada para abrigar os 2 100 funcionários da Cia. Nacional de Tecidos de Juta, do médico e empresário Jorge Street. O responsável foi o arquiteto francês Paul Pedraurrieux, que se inspirou em vilas operárias da Europa. A espécie de cidade em miniatura contava com capela, escolas (de meninos e meninas separados), armazéns, ambulatório médico, quadra, praça, coreto e salão de festas. Comodidades que parecem comuns hoje mas eram raras em complexos operários semelhantes.

Em 1924, a companhia foi vendida. A fábrica e a vila passaram pelas mãos, sucessivamente, das famílias Scarpa e Guinle. Em 1936, com dívidas federais, o conjunto foi confiscado pela ditadura Vargas (até um presídio político foi instalado ali). A venda dos imóveis residenciais foi liberada em 1968, mas os endereços comerciais permanecem bloqueados, em ruínas. O tombamento tardio, em 1992, fez com que poucas casas mantivessem a arquitetura original.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 8 de maio de 2019, edição nº 2633.
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