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Poder SP - Por Sérgio Quintella

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Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

Família Matsunaga e Elize travam briga por documentário sobre o crime

Produtora obteve autorização judicial para entrevistar a condenada, mas pais de vítima tentam impedir prejuízos à neta

Por Sérgio Quintella Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 abr 2019, 18h30 | Atualizado em 9 abr 2019, 18h46
elize matsunaga juri
 (Nelson Antoine/Estadão Conteúdo/Veja SP)
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O que era para ser uma simples entrevista para um documentário se transformou em mais uma disputa jurídica entre Elize Araújo Matsunaga e os pais de Marcos Matsunaga, ex-marido morto e esquartejado por ela em 2012. Condenada a dezesseis anos de prisão (a pena inicial foi de dezenove anos, mas a defesa obteve redução no STJ), Elize conseguiu autorização da Justiça para falar a dois jornalistas de uma produtora. Entretanto, o casal Mitsuo e Misako Matsunaga entrou na ação para impedir as declarações da ex-nora. A ideia da empresa é fazer um filme sobre o caso.

Na petição, os pais de Marcos afirmaram discordar de forma veemente da entrevista, bem como da divulgação de qualquer conteúdo relacionado à morte do filho. Eles se dizem preocupados com a integridade psicológica da neta, filha de Marcos e Elize, que está prestes a completar 8 anos e vive com os avós paternos. Eles afirmam ter em mãos uma decisão judicial que impede qualquer menção da garota na internet. Alegam ainda que a “Constituição Federal tutela a dignidade da pessoa humana e resguarda os direitos da personalidade, à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas”.

A defesa de Elize rebate que essa decisão não guarda relação com o caso, mas versa sobre a proibição da veiculação do nome da menor em sites de busca e em redes sociais. “Com o claro intuito de tumultuar o feito, induzir este juízo em erro e obstaculizar o direito de Elize de narrar a sua própria história, os interessados falaciosamente alegaram que haveria decisão judicial que vedaria a entrevista pretendida”, afirma o advogado Luciano Santoro, que defende Elize no âmbito penal.

Ele alega que sua cliente foi exposta em um outro documentário “em que os interessados expuseram somente a sua versão acusatória, o que pode facilmente ser conferido na internet”. “Elize tem o direito de se expressar e de narrar a sua própria história, não há nada de ilícito em contar os fatos da sua vida e as circunstancias do crime, seja porque a ação penal é pública, seja porque sua liberdade de expressão está garantida constitucionalmente”, diz Santoro. Segundo o advogado, não houve pagamento de cachê pela produção jornalística.   

A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execução Criminal de São José dos Campos, marcou uma audiência entre as partes para a quarta-feira (10). Elize está presa há sete anos e tenta passar do regime fechado para o semiaberto.

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