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Poder SP - Por Sérgio Quintella Sérgio Quintella é repórter de cidades e trabalha na Vejinha desde 2015

Acusado por Doria de divulgar vídeo íntimo, Márcio França vai à Justiça

Ex-governador poderá processar tucano por calúnia, injúria e difamação devido a imagens que circularam há três anos

Por Sérgio Quintella Atualizado em 4 nov 2021, 15h04 - Publicado em 4 nov 2021, 14h24

Ex-amigos, ex-aliados, ex-concorrentes e atualmente inimigos declarados, Márcio França e João Doria vão se enfrentar em mais um embate, desta vez na Justiça. Na semana passada, o ex-governador do PSB entrou com uma representação criminal contra o tucano por causa de uma entrevista concedida por Doria ao podcast Inteligência Ltda, em julho deste ano.

Na ocasião, o atual mandatário paulista foi perguntado pelo apresentador Rogério Vilela sobre o vídeo em que Doria supostamente aparecia participando de uma orgia. O caso ocorreu em outubro de 2018, às vésperas da eleição daquele ano, vencida no segundo turno pelo tucano (contra França). “Aquele vídeo deu o que falar, o vídeo da suruba”, questionou Vilela.

Na resposta, Doria atribuiu a Márcio França e a um vereador paulistano a confecção e distribuição do vídeo. “Aquilo foi um fake, foi um absurdo… E foi o tal do Márcio Cuba, esse o Márcio França. Esse é um desqualificado completo… E tem um vereador, um outro, desculpa, um idiota que é amigo dele, que fez essa, essa, maldade, nós provamos inclusive com especialistas que aquilo era uma produção, era fake”.

Na época, a pedido da Vejinha, a advogada e perito Roselle Soglio atestou que as imagens foram sobrepostas. Ou seja, o rosto de Doria que aparecia no vídeo não era real, mas uma máscara digital, chamada de deepfake.

Na ação judicial impetrada pelo advogado de França, o ex-governador elenca uma série de perguntas que deverão ser respondidas por Doria. A depender do que o tucano disser, um processo específico na esfera criminal e outro na cível podem ser ajuizados a título de punição e reparação.

Além disso, Márcio afirma que os vídeos são verdadeiros. “Pelo teor da entrevista, é perfeitamente possível verificar duas afirmativas realizadas pelo interpelado: que o vídeo é falso e  que o Interpelante foi o responsável pela produção do “vídeo falso”, bem como por sua divulgação. Todavia, as duas afirmativas não são verdadeiras e absolutamente ilícitas, primeiro pelo que se verifica nas dezenas de informações difundidas pela imprensa, que exibiu o vídeo; segundo porque o interpelante não o produziu  e tampouco divulgou o vídeo em que o interpelado aparece na companhia de várias mulheres”.

Veja abaixo os questionamentos feitos por Márcio França a João Doria:

– O Márcio França a que se refere o interpelado seria o Interpelante?

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– Em quais provas o interpelado sustenta a afirmação de que os vídeos com suposta ‘suruba’ de que teria participado teriam sido confeccionados e distribuídos pelo Interpelante?

– O que significa a expressão “desqualificado completo” a que o interpelado atribui ao Interpelante?

– Quem seria o “vereador idiota” amigo do Interpelante a que se refere o interpelado?

– Houve provocação formal das autoridades competentes visando a apuração do vídeo com a ‘suruba’ que o interpelado considera fake news confeccionado pelo interpelado?

– Ao afirmar que nas eleições de 2022 “vão produzir tudo. Vão dizer que você não usa barba, vão dizer que você, enfim, tem uma outra opção sexual. Vão dizer tudo, que você roubou, que você não sei o que” o interpelado se insere na condição de candidato ao referido pleito? Se sim, a qual cargo eletivo?

– Ao afirmar que na campanha eleitoral de 2022 haverá “fake news”, especialmente “que você, enfim, tem uma outra opção sexual” e que “vão colocar você dentro de um banco, roubando um caixa de um banco”, “… Enfim, e outras coisas chulas e hostilizadoras a você”, o interpelado teria se referido a si próprio, ao Interpelante ou a terceiros?

Procurado, o governador João Doria falou, por meio de seus assessores. “A assessoria de imprensa do governador João Doria informa que não houve nenhuma ofensa proferida contra a pessoa de Márcio França. O governador apenas exerceu seu direito de opinião e crítica”.

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