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Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos
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Como é visitar a Bodega Garzón, que atrai mais de 20 000 brasileiros no Uruguai

Vinícola ajudou a colocar uma região ainda pouco conhecida daquele país no mapa mundial do vinho

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
23 jun 2023, 06h00

Com apenas quinze anos de existência, a Bodega Garzón colocou uma região do Uruguai nada conhecida pelos vinhos, a de Maldonado (a cerca de uma hora de carro de Punta del Este), no atlas dos tintos e brancos. E olha que, quando a propriedade foi comprada pelo magnata argentino do petróleo Alejandro Bulgheroni, a ideia era produzir ali energia eólica.

A 180 quilômetros de Montevidéu, a vinícola manda a bebida para o planeta todo: são produzidas anualmente 2 milhões de garrafas, e 75% segue ao mercado externo — deste montante, 27% chegam ao Brasil. São opções que costumam agradar pela qualidade, desde os mais básicos, caso do fresco Albariño Reserva, feito com a uva branca mais importante do Uruguai, ao nobre Balasto, ícone elaborado em sua mais recente versão com tannat, cabernet franc e petit verdot (a garrafa do 2018 está a R$ 1 140,00 na World Wine).

Salão com tulipas enormes de concreto nas laterais e barris gigantes de madeira ao fundo
Tulipas de concreto: para auxiliar na maturação (Bodega Garzón/Divulgação)

O enólogo Germán Bruzzone enalteceu a safra de 2020, que deve chegar ao mercado nacional no próximo semestre. “Dos últimos cinquenta anos, 2020 está entre os melhores, se não for o melhor”, acredita.

O sucesso da Garzón no Brasil também se reflete no enoturismo: os visitantes brasileiros alcançaram a marca de 75%, equivalente a 22500 pessoas por ano. Há diferentes passeios, inclusive com experiências gastronômicas e até voo de balão. O mais básico, chamado de Tour Garzón Reserva (1350 pesos uruguaios, por volta de 170 reais), dá direito a visita guiada, degustação e ida aos vinhedos.

Antes da andança, ao chegar à bodega, o público pode dar um pulo na varanda — tudo que a vista alcança, nessa parte dos 1500 hectares da propriedade, são vinhas, em suaves colinas compartimentadas. É possível, ainda, fazer uma refeição no restaurante dirigido pelo chef-celebridade argentino Francis Mallmann, de quem Paola Carosella, do Arturito e da La Guapa, e hoje também televisiva, foi discípula (“o que ela tem feito?”, perguntou Mallman, que estava na ocasião da visita).

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Nas instalações, chama a atenção o equipamento de ponta e as grandes tulipas de concreto, que funcionam como tanques de maturação para as linhas mais nobres. “Melhoram a maceração da uva”, diz Bruzzone. A bebida é produzida sob a cartilha do consultor italiano Alberto Antonini, que vê os exemplares uruguaios despertando mais atenção.

“Tenho amigos da minha geração que seguem como meus pais: tomam o mesmo vinho todos os dias. Muitos não bebem argentinos ou uruguaios, acham ‘perigoso’. Mas tem a outra parcela, mais interessada em conhecer coisa novas”, disse a Vejinha.

“E a geração dos meus filhos é interessada em conhecer novidades, algo que não seja mainstream”. E sobre as futuras linhagens, que tendem a beber menos, de acordo com estudos? “Não sei, talvez bebam vinhos sintéticos (risos)”, brincou.

Conheça exemplares:

Garrafa de vinho branco.
Reserva Albariño: com 100% da uva (Divulgação/Divulgação)

> Reserva Albariño 
Cheio de frescor, com uma pegada cítrica, leva apenas a uva albariño. É uma boa maneira de conhecer a vinícola e vai bem no início da refeição. R$ 191,77, na Amazon.

> Tannat Reserva
Opção tinta mais simples que funciona. Tem aromas de frutas negras maduras e flores. Na boca, apresenta taninos finos e boa acidez, o que não o deixa pesadão. R$ 149,90, na Amazon.

Publicado em VEJA São Paulo de 28 de junho de 2023, edição nº 2847.

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