Notas Etílicas - Por Saulo Yassuda

Por Saulo Yassuda Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
O jornalista Saulo Yassuda cobre cultura e gastronomia. Faz críticas de bares na Vejinha há dez anos. Dá pitacos sobre vinhos, destilados e outros assuntos
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Boteco de Manu, na Barra Funda, carrega a energia de um nobre “risca-faca”

O bar de Manuelle Ferraz, do restaurante A Baianeira, tem mesas na área externa, sofrência no som e petiscos de chef. Leia a crítica

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16 Maio 2024, 17h30
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  • Fachada de bar com paredes creme e mesas vermelhas na calçada ocupadas por pessoas.
    Boteco de Manu: instalado na Barra Funda com grande esplanada (Ligia Skowronski/Veja SP)

    Tome tento: o nome do primeiro bar da chef Manuelle Ferraz é Boteco de Manu e não “da” Manu. “Quis que ele tivesse essa identidade de nosso jeito de falar”, explica a cozinheira-empresária nascida em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, quase Bahia. “Ali falamos: vamos para o bar de fulano”. O de Manu, no caso, foi aberto em abril no encontro de duas ruas da Barra Funda que dão na frenética Avenida Pacaembu e apresenta uma incrível esplanada, onde se dispõem a maioria das mesas vermelhas.

    O público eclético beberica embalado por bregas antigos e sofrências de Ana Castela e Marília Mendonça saídas de caixas de som meio estouradas. Se não conseguir lugar nesse pedaço, tem ainda o balcão no salão, com um globo volante de luzes coloridas que parecem de boteco-inferninho de beira de estrada (ou “risca-faca”, na definição da dona), e um quintal.

    Mulher morena de camiseta branca sorrindo para a foto com braços apoiados atrás de balcão de bar.
    A chef Manuelle Ferras: por trás do Boteco de Manu (Ligia Skowronski/Veja SP)

    De um botequim de chef, não se espera pouca coisa da cozinha. Pois peça o pescoço de peru (R$ 28,00), caldoso e bem temperado, para comer com as mãos os pedaços, tirar os ossinhos e passar um naco do pão no molho rico, sem pose. Das frituras, a coxinha de camarão (R$ 27,00, quatro unidades) tem um sabor muito delicado para ser turbinado com a pimenta da casa.

    Os poucos drinques ainda têm a melhorar — o rabo de galo (cachaça, vermute tinto e Cynar; R$ 32,00) vem com pedras de gelo quebradas demais que deixam a mistura aguada, e na caipirinha de limão-cai- pira e rapadura (R$ 32,00) não faria falta um pouco a mais de açúcar. As cervejas em garrafa (a partir de R$ 16,00, 600 mililitros) vêm geladíssimas.

    Mesa de tampo vermelho com prato de louça branca com prato fundo metálico por cima com pedaços de carne em molho. Ao fundo, saleiro à esquerda e pão fatiado, à direita.
    Pescoço de peru: petisco criado pela chef Manuelle Ferraz (Ligia Skowronski/Veja SP)

    O rótulo A Baianeira (R$ 27,00), que pega emprestado o nome do restaurante premiado da chef, se inspira nas lagers do dia a dia e é feita pela Catimba, da Vila Anglo Brasileira. Se quiser uma dose de cachaça, vale se dirigir até o balcão e ver o que tem disponível. A Jequitinhonha (R$ 16,00 a dose) é uma branquinha que homenageia no nome a terra da — ou de — Manu.

    Avaliação: BOM (✪✪✪)

    Boteco de Manu
    Rua Lavradio, 235, Barra Funda. Não tem telefone.
    Das 17h às 23h30 (sábado a partir das 13h; fecha domingo e segunda). 

    Confira o cardápio:

    Print do cardápio do Boteco de Manu
    (Divulgação/Divulgação)

    Publicado em VEJA São Paulo de 17 de maio de 2024, edição nº 2893

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