‘Vivo ou Morto’ embaralha a mente com mistério em igreja problemática
Novo filme da franquia ‘Knives Out’ (‘Entre Facas e Segredos’) traz de volta frescor do primeiro filme com ótimos personagens
Terceira instância da franquia de Entre Facas e Segredos (2019), Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, de Rian Johnson, supera o segundo filme e traz de volta o frescor do mistério indecifrável, com personagens sedutores.
O detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) retorna para desvendar o assassinato do padre Jefferson Wicks (Josh Brolin), em frente aos fiéis na igreja, durante um sermão.
A interpretação de Josh O’Connor como Reverendo Jud é crucial para o sucesso do filme, pois gera perguntas e empatia pelo suspeito.
A narrativa se sustenta por meio do roteiro espertinho, divertido e muito construído em torno dos personagens. Demora por volta de 1 hora até entendermos de fato as tensões entre cada integrante do grupo principal, com os possíveis suspeitos.
O diretor toma seu tempo para contar em detalhes as narrativas de cada figura — e pode perder a atenção de alguns espectadores no processo, mas os que ficam são recompensados quando o crime e a investigação deslancham.
Qualquer tese pode ser desafiada pois parece não haver pistas ou sinais de quem é o assassino, a não ser no final do longa.
Fica em destaque o argumento crítico do cineasta sobre a religião, que tem pautado a agenda política dos Estados Unidos, e como ela pode ser um instrumento dos poderosos para manipular fiéis.
NOTA: ★★★★☆
Publicado em VEJA São Paulo de 9 de janeiro de 2025, edição nº 2977





