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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Por que ‘Sirât’ é um dos filmes mais controversos da temporada

Representante da Espanha no Oscar fala sobre guerra de maneira brutal e diretor teve fala polêmica sobre brasileiros

Por Mattheus Goto
26 fev 2026, 13h00 •
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Cenário apocalíptico: rave no deserto em 'Sirât' (Divulgação/Divulgação)
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  • Representante da Espanha no Oscar 2026, Sirât é um dos filmes mais controversos da temporada. A obra divide opiniões pela perspectiva brutal e impiedosa sobre o tema da guerra, que por si só já gera discussão.

    Para complementar, o diretor Oliver Laxe “comprou briga” quando disse, no talk show La Revuelta, que brasileiros são “ultranacionalistas” e “votariam até em um sapato” para defender o país no Oscar. Com a repercussão negativa, ele se desculpou em entrevista ao jornal espanhol Diário ABC: “Sinto muito se ofendi pessoas. É um programa radicalmente irônico, não nos levamos a sério. Acho que o contexto não foi entendido”.

    Campanha à parte, o longa é um estouro. A ambientação impecável traz o clima árido e apocalíptico para a tela do primeiro instante ao final.

    Em uma rave alucinante no meio das montanhas do deserto do Marrocos, pai e filho, Luis (Sergi López) e Esteban (Bruno Núñez), procuram a filha e irmã desaparecida. Entre jovens dançando anestesiados, conhecem um grupo de cinco amigos que falam de uma outra festa por perto, onde talvez ela esteja.

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    Esteban e Luis, em busca de familiar perdida, em ‘Sirât’ (Divulgação/Divulgação)
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    Saem juntos na busca, mas são interrompidos no meio do caminho por tragédias. Cada morte acontece de supetão, de modos chocantes e devastadores.

    A abordagem pode parecer uma atitude cruel e masoquista do diretor com o público, mas expressa a intenção implícita de questionar o estado de guerra sem fim, em que inocentes viram vítimas e até os motivos se perdem.

    Sem precisar dizer muito, o ambiente ao redor emula uma Terceira Guerra Mundial, que dificulta o percurso. O desenho de som é fenomenal, com camadas e texturas fundamentais para a imersão na história — não por acaso, recebeu indicação ao Oscar.

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    NOTA: ★★★★☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 27 de fevereiro de 2026, edição nº 2984

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