‘O Frio da Morte’ perde oportunidades de assustar e dramatizar
Emma Thompson interpreta viúva perseguida por assassinos em terror que vacila no tom e não atinge potencial
A vencedora do Oscar Emma Thompson encarna uma viúva perseguida por um casal assassino em O Frio da Morte.
O diretor Brian Kirk mostra que sabe como causar emoções que deseja em uma história, mas aparenta não saber exatamente o que quer que o espectador sinta. O filme vacila no tom e perde oportunidades, tanto de assustar quanto de dramatizar.
A protagonista Barb (Emma) tinha potencial para explorar ambos os caminhos, ainda mais com a performance da atriz. Ela é dona de uma loja de artigos de pesca que acaba de perder o marido. Em luto, sai em uma viagem sozinha até o Lago Hilda, no norte de Minnesota, para espalhar as cinzas do esposo onde passaram as primeiras férias juntos.
Porém, é interrompida por uma nevasca e se perde nas estradas cheias de neve. Pede ajuda em uma cabana e descobre que uma jovem chamada Leah (Laurel Marsden) está sendo mantida em cativeiro por um casal.
As motivações dos vilões e o envolvimento com as duas vítimas ficam hesitantes. O único elemento constante e consistente é a fotografia, que dá conta de transmitir a dor do clima congelante. Porém, ao se apoiar no frio, o longa fica sem substância. Só na última cena o filme atinge timidamente o potencial do drama.
NOTA: ★★☆☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 20 de fevereiro de 2026, edição nº 2983





