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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Mostra de Tiradentes celebra ‘O Agente Secreto’ e cinema independente

Evento valorizou produções de diferentes tamanhos e teve participação de Leonardo Lacca, diretor assistente do filme: “Está todo mundo empolgado”

Por Mattheus Goto
5 fev 2026, 08h00 • Atualizado em 5 fev 2026, 15h20
Vencedores da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes
Vencedores da 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes (Leo Lara/Universo Produção/Divulgação)
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  • A Mostra de Cinema de Tiradentes abriu o calendário cinéfilo brasileiro de 2026 e Vejinha foi à cidade mineira para a cobertura, a convite da Universo Produção. O evento apresentou 137 filmes de 23 estados, em torno do tema “Soberania Imaginativa”, e chegou ao fim no sábado (31), com o anúncio dos ganhadores das mostras competitivas.

    O filme Anistia 79, de Anita Leandro, foi o grande vencedor, com dois prêmios (melhor filme pelo júri popular e pelo júri oficial na Mostra Olhos Livres). “As pessoas ficaram em silêncio assistindo a esse filme, sobre um assunto difícil, parecia uma liturgia. Foi a sessão mais importante que já presenciei na minha vida”, disse a cineasta, ao receber o troféu no palco.

    A 29ª edição da mostra homenageou a atriz, roteirista e cineasta Karine Teles, que se prepara para estrear na direção de um longa, com Princesa. Entre papéis de destaque em sua carreira estão a matriarca Bárbara em Que Horas Ela Volta? (2015), a protagonista Irene em Benzinho (2018) e a forasteira em Bacurau (2019). No ano passado, interpretou Aldeíde Candeias no remake de Vale Tudo (2025) e uma mãe problemática em Salve Rosa (2025).

    Karine Teles, homenageada na Mostra de Cinema de Tiradentes
    Karine Teles, homenageada na Mostra de Cinema de Tiradentes (Leo Fontes/Universo Produção/Divulgação)

    “Fiquei muito feliz e honrada. É uma mostra que eu admiro e é de extrema importância para o país”, afirma Karine, em entrevista a Vejinha. “É o tipo de coisa que a gente precisa para discutir e ajudar a fortalecer a nossa indústria, porque cultura é indústria, gera emprego e imposto”.

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    A artista também torce para que o reconhecimento internacional do cinema brasileiro, neste ano com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado ao Oscar, incentive a indústria aqui. “Tenho a esperança de que esse barulho todo que o cinema brasileiro tem feito nos dois últimos anos contribua para fazer com que as pessoas entendam que é trabalho. Que o dinheiro que é investido é usado para pagar pessoas que estão trabalhando nesses projetos”.

    A programação ainda contou com debates, encontros formativos e atividades de mercado, com convidados ilustres como Leonardo Lacca, diretor assistente e preparador de elenco de O Agente Secreto, que teve sessão lotada na mostra.

    Leonardo Lacca, diretor assistente de 'O Agente Secreto', em Tiradentes
    Leonardo Lacca, diretor assistente de ‘O Agente Secreto’, em Tiradentes (Leo Lara/Universo Produção/Divulgação)
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    “Eu nunca vi Kleber perseguindo [o Oscar], é uma consequência de muitos passos dados ao longo de muitos anos de carreira. Está todo mundo empolgado, a equipe comemorou bastante”, diz Lacca, sobre as indicações ao Oscar. “É clima de Copa do Mundo. As pessoas estão reconhecendo como um filme brasileiro. E é bonito ver esse filme de Kleber, sem ter tido uma concessão.”

    O momento é prolífico também para Gilda Nomacce, que participou de uma mesa no dia 29. A atriz paulista viralizou no ano passado, enquanto divulgava os filmes Enterre Seus Mortos e Prédio Vazio, ao fazer um grito durante uma entrevista ao vivo no JM1, da TV Mirante, afiliada da TV Globo no Maranhão.

    Gilda Nomacce, diva do terror brasileiro, na Mostra de Tiradentes
    Gilda Nomacce, diva do terror brasileiro, na Mostra de Tiradentes (Leo Lara/Universo Produção/Divulgação)
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    “Para mim, o meme foi um Deus ex machina. Eu já fiz mais de cem filmes e não tinha essa visibilidade, não fazia bons papéis. Agora tenho a oportunidade de expandir a carreira”, ela conta.

    O balanço da mostra é positivo. “O sentimento é de missão cumprida, por ter trazido reflexão e provocação na curadoria de filmes”, comenta Raquel Hallak, coordenadora geral da Mostra de Cinema de Tiradentes. “A mostra vem ao longo de quase 30 anos apresentando o cinema brasileiro que muitas vezes não é conhecido”.

    Para a 30ª edição, em 2027, ela espera “olhar pelo retrovisor” e resgatar a história da mostra e do cinema brasileiro.

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    Raquel Hallak, coordenadora geral da Mostra de Cinema de Tiradentes
    Raquel Hallak, coordenadora geral da Mostra de Cinema de Tiradentes (Leo Fontes/Universo Produção/Divulgação)

    Publicado em VEJA São Paulo de 6 de fevereiro de 2026, edição nº 2981.

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