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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Missão: Impossível 8’ tenta (demais) entregar fim épico à franquia

Longa chega aos cinemas quase 30 anos após primeiro, de 1996

Por Mattheus Goto
29 Maio 2025, 15h34 • Atualizado em 29 Maio 2025, 23h02
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Perigo de vida: Ethan Hunt (Tom Cruise) em sua suposta última jornada (Paramount Pictures/Divulgação)
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  • Uma das maiores franquias de todos os tempos chega ao fim — é o que dizem por enquanto. Pela oitava vez, Tom Cruise vive Ethan Hunt em “Missão: Impossível – O Acerto Final”, dirigido por Christopher McQuarrie (o mesmo dos últimos três filmes).

    O diretor busca transmitir a sensação de despedida sentimental e dever cumprido. A execução da proposta não se arrisca — como seu protagonista — e fica na zona de conforto da franquia, apenas exaltando e dependendo dos dotes inacreditáveis de Ethan.

    Junto de sua equipe, formada por Luther Stickell (Ving Rhames), Benji Dunn (Simon Pegg) e Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), o agente precisa confrontar uma inteligência artificial chamada “A Entidade”, introduzida no filme mais recente da saga, de 2023. Trata-se de um inimigo final que está causando a destruição no planeta, espalhando mentiras e colocando uma nação contra a outra. Cenas de ação, luta e perseguição não poderiam faltar na trama de quase três horas.

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    (Paramount Pictures/Divulgação)

    Os momentos de adrenalina, naquele mesmo estilo clássico, apresentam homenagens e referências a situações do passado, para fazer a alegria dos fãs. A batalha contra a arma tecnológica, uma ameaça “invisível”, é de tirar o fôlego, pelo potencial de acabar com a humanidade. O enredo é um tanto previsível. Como sempre, Ethan coloca a vida em jogo e se supera nas acrobacias para vencer — o mesmo vale para Cruise e sua obstinação sobre a experiência cinematográfica, que dispensa dublês.

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    (Paramount Pictures/Divulgação)

    Por outro lado, é isso que faz esses filmes entreterem tanto. Toques de humor ficam proeminentes, principalmente quando a produção tenta demais entregar um fim épico e o “adeus” (que, na verdade, tem mais cara de um “até logo”) fica desgastante e soa muito autoafirmativo. É um filme Missão: Impossível, afinal, e o ingresso se paga pelo espetáculo hipnotizante e único de explosões na tela. É admirável que ainda consigam esse feito e encontrem formas de surpreender após quase trinta anos desde o primeiro filme, de 1996. Não dá para negar a dedicação e o impacto de Tom Cruise em seu ofício.

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    (Paramount Pictures/Divulgação)
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    NOTA: ★★★☆☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 30 de maio de 2025, edição nº 2946

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