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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Marty Supreme’: o homem ‘palestrinha’ em seu auge (ou é o que ele pensa)

Timothée Chalamet tem boas chances ao Oscar com performance irritante, bidimensional e inferior às suas anteriores

Por Mattheus Goto
22 jan 2026, 15h21 • Atualizado em 22 jan 2026, 15h51
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Marty Mauser: Chalamet em performance cheia de berros (Diamond Films/Divulgação)
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  • Astro do momento em Hollywood, Timothée Chalamet é o principal concorrente de Wagner Moura na categoria de melhor ator no Oscar. A fama gigantesca do ator norte-americano de 30 anos catapultou-o para o papel principal de grandes filmes, como Duna (2021), Wonka (2023) e Um Completo Desconhecido (2024).

    Ele chega com força à maior premiação do cinema pelo trabalho em Marty Supreme, curiosamente com uma performance inferior às anteriormente citadas. Marty Mauser (Chalamet) é um aspirante a jogador de tênis de mesa totalmente irritante e “palestrinha” — o estereótipo do homem branco cisgênero privilegiado. Ele destrói tudo que toca e ainda assim acha autoestima, do topo dos seus privilégios, para fazer o que quer e manipular as pessoas a seu favor.

    No processo, recorre a apostas, manipulações e até roubos. É negligente e inconsequente com a ficante Rachel Mizler (Odessa A’zion) e seduz a atriz Kay Stone (Gwyneth Paltrow) às mesmas atitudes. O personagem seria um ótimo objeto de análise dessa masculinidade “infalível”, mas parece que isso nem passou pela cabeça do ator e do diretor Josh Safdie, que optam por manter a bidimensionalidade da figura.

    Marty resume-se aos berros que ele dá e tentativas falhas de ser o maior jogador do mundo, o que fica monótono. A estrutura do filme expressa certa agilidade para desenvolver a narrativa, com pequenos alívios no roteiro, mas nem o final colabora — inclusive, é mal contextualizado. O filme é inspirado na história real do jogador americano Marty Reisman.

    “Eu queria que o público entendesse que Marty Mauser é um sonhador incansável e que ele fosse uma espécie de avatar para quem sonha grande em uma era meio sombria”, comenta Chalamet, em depoimento exclusivo enviado a Vejinha. “A cada cena, havia um sentimento específico que eu estava perseguindo”, diz o diretor.

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    NOTA: ★★☆☆☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 23 de janeiro de 2025, edição nº 2979

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