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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Os bastidores da equipe de ‘O Agente Secreto’ com as indicações ao Oscar

Diretor assistente do filme, Leonardo Lacca conta como reagiram a indicações e revela próximo projeto em colaboração com Kleber Mendonça Filho

Por Mattheus Goto 5 fev 2026, 06h00 •
Leonardo Lacca, diretor assistente de 'O Agente Secreto', em Tiradentes
Leonardo Lacca, diretor assistente de 'O Agente Secreto', em Tiradentes (Leo Lara/Universo Produção/Divulgação)
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  • “É clima de Copa do Mundo.” Essa é a descrição de Leonardo Lacca, diretor assistente de O Agente Secreto, para o momento vivido pelo filme com as quatro indicações ao Oscar. “Está todo mundo empolgado, a equipe comemorou bastante.”

    O cineasta recifense de 43 anos participou no último dia 30 de um bate-papo na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, após uma sessão lotada do longa de Kleber Mendonça Filho. Ele conversou com a Vejinha na cidade mineira e revelou bastidores das celebrações da equipe.

    “Temos alguns grupos de mensagens, um deles se chama ‘Secretas e Sigilosas’ (risos), onde a gente se encontra e conversa”, conta. “Só tinha sticker de comemoração no dia em que saíram as indicações. Foi muito massa.”

    Wagner Moura em 'O Agente Secreto'
    Wagner Moura em ‘O Agente Secreto’ (CinemaScopio/Divulgação)

    Ele explica que a comemoração tem sido generalizada: “As pessoas estão reconhecendo como um filme brasileiro. E é bonito ver esse filme de Kleber, sem ter tido uma concessão”.

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    Pela proximidade, os dois acabaram se tornando amigos para além da profissão, o que permitiu Lacca acompanhar sua trajetória. “Eu nunca vi Kleber perseguindo [o Oscar], é uma consequência de muitos passos dados ao longo de muitos anos de carreira”, diz.

    Além de colaborar com as ideias de Mendonça Filho, Lacca tem seus próprios projetos como diretor. No ano passado, lançou Seu Cavalcanti, sobre seu avô. Também tem Permanência (2014) na cinematografia.

    Na entrevista, ele deu detalhes de seu próximo projeto, que também terá produção da mente por trás de O Agente Secreto. Confira mais trechos a seguir.

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    Vocês sentem que o reconhecimento internacional tem refletido aqui?

    Sim, é um público muito relevante no cenário atual, quase 2 milhões de espectadores. Isso é incrível. Eu gostaria muito que não fosse uma exceção. Queria que o cinema brasileiro fosse mais visto mesmo, tivesse mais espaço e mais investimento. Que a regulação dos streaming viesse para favorecer a produção nacional, no sentido da gente continuar tendo soberania e liberdade criativa. Eu não consigo imaginar Kleber com algum executivo dando notas para ele, é um negócio a que ele nunca vai se submeter. Então gostaria muito que outras pessoas também não se submetessem, sabe? Se a visão artística for bem cuidada, a gente vai ter outros exemplos.

    Apesar da grande torcida, surgiram fake news sobre envolvimento com a Lei Rouanet e críticas pelo suporte do governo à campanha do filme. Como está esse termômetro político? Tem sentido mais apoio?

    Sem dúvida. Se a gente pensar em Aquarius (2016), recebemos muitos apoios, mas quem estava no poder influenciava muito negativamente. Hoje, a gente tem um filme que representa o Brasil e é recebido nos lugares como se fosse um embaixador artístico e cultural do país. A gente vê Kleber, Emilie [Lesclaux, produtora] e Wagner [Moura] viajando e as pessoas muito felizes. Eu recebi muitas mensagens de pessoas, amigos e amigas que são de um espectro político diferente do meu, muito felizes, muito orgulhosos. De uma certa forma, o filme quebrou a bolha. Mas claro que vai ter uma ala mais extrema que vai buscar coisa para criticar. É como se fossem agentes do caos, pessoas que querem colocar a energia para destruição. Inventar fake news. É lamentável que as pessoas sejam tão criativas para isso. Podiam estar fazendo filme, não é?

    Como você e Kleber construíram essa parceria e amizade?

    A gente ficou muito amigo porque eu tinha um café no Cinema da Fundação, onde ele ia trabalhar. Ele era programador e eu tinha o café, abri lá justamente porque era um cinema. Kleber fez o desenho de som do meu curta Décimo Segundo (2007), que foi para Cannes. A gente tem uma parceria antiga. Fiz a preparação de elenco de Som ao Redor (2012). Ele queria que eu estivesse lá perto, alguém com que compartilha uma afinidade artística e uma amizade. Desde lá, a gente foi estreitando mais ainda.

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    O que pode contar sobre o seu próximo projeto?

    Esse próximo longa é um filme chamado Sábado Morto. Eu tenho essa ideia há mais de 10 anos, é um projeto antigo que finalmente a gente conseguiu reunir forças e orçamento para poder realizar. Estou no processo de casting ainda, muito no meio. Eu considero que é o melhor momento e o pior ao mesmo tempo para fazer o filme. Melhor porque , a gente está com uma moral, onde a gente está as pessoas querem estar junto. E pior porque tem muita coisa que eu não consigo fazer por conta do filme. Estou muito dividido. E quando você está fazendo filme, é bom você ter paz de espírito. Está difícil ter paz de espírito com tanta coisa boa que está acontecendo. Fico com euforia de colocar essa energia para fora e aí eu termino tentando colocar para o projeto. Está curioso esse processo.

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