‘Heated Rivalry’ faz clima esquentar com sexo entre jogadores de hóquei
Série que virou sensação fora do país finalmente estreia no Brasil, na HBO Max, com romance proibido entre rivais do esporte
Fora do país, Rivalidade Ardente (Heated Rivalry) virou uma sensação. Após meses de espera, a série finalmente chega ao streaming brasileiro da HBO Max, com episódios semanais toda sexta-feira até 20 de março.
As cenas picantes e provocativas de sexo explicam em boa parte o burburinho, claro, mas a produção canadense do showrunner Jacob Tierney, se destaca pelo modo como foi filmada. A fotografia é um ponto fortíssimo, não só para imergir no mundo dos personagens, mas também para possibilitar a mágica nas cenas sensuais, junto de coordenadores de intimidade.
A trama acompanha o russo Ilya Rozanov (Connor Storrie) e o canadense Shane Hollander (Hudson Williams), dois astros do hóquei no gelo, de times concorrentes, que transformam a rivalidade em uma paixão intensa. Eles precisam conciliar as vontades com carreira e problemas na vida pessoal.
A produção se sustenta na química dos protagonistas e no ritmo acelerado. A performance da dupla principal é estupenda, do olhar submisso de Williams ao modo dominante como Storrie se porta e carrega monólogos inteiros em russo (ele é americano). Os dois se transformam.
A série não tem enrolação e vai direto ao ponto — o sexo —, o que foi motivo de críticas. No entanto, o olhar desatento ou talvez inexperiente sobre essa vivência não nota os detalhes, que despertam nuances e narrativas maiores por trás. Um exemplo é a simples entrega de uma garrafa d’água, quando as mãos deles se tocam — e um universo é criado.
É uma investigação dessa atração total e o que ela desperta em nós, colocando a carreira em jogo — pelo desejo e pela quebra de tabus para esportistas gays. A obra cria um magnetismo e um charme que essencialmente a definem.
NOTA: ★★★★☆
Publicado em VEJA São Paulo de 13 de fevereiro de 2026, edição nº 2982.





