Giovanna Antonelli destaca presença indígena em filme sobre garimpo ilegal
Atriz estrela o filme de ação 'Rio de Sangue', junto de Alice Wegmann
Giovanna Antonelli e Alice Wegmann estrelam um novo filme de ação nacional, Rio de Sangue, de Gustavo Bonafé. Elas interpretam Patrícia e Luiza, mãe e filha, em um enredo centrado no garimpo ilegal na Amazônia.
Patrícia (Antonelli) é uma ex-agente policial que, perseguida por traficantes em São Paulo, foge para o Norte do país e encontra a filha, médica e voluntária em uma ONG que ajuda populações indígenas no Rio Tapajós.
Porém, a expedição humanitária vira uma emboscada e Luiza é raptada por garimpeiros. Patrícia usa conhecimento e experiência para salvar a filha. A adrenalina vai às alturas na corrida contra o tempo.
É interessante ver o elenco em papéis que não estão acostumados a fazer. Confira a seguir detalhes dos bastidores em entrevista com Giovanna, Alice e Gustavo.
Entrevista com a equipe
Como foi a preparação para as cenas de ação?
Giovanna Antonelli: Eu já fiz delegadas, mas nunca fiz um filme com tanta ação. Ali tinha a questão do calor, do rio, do terreno. Tudo aconteceu em tempo real, o nosso suor é real, o nosso cansaço é real. A gente fez treinamento físico, de resistência e uso técnico de arma, mas o maior desafio foi sustentar a intensidade física sem perder o nosso emocional, para não perder o conflito interno dos personagens..
Alice, por que se interessou pelo filme?
Alice Wegmann: Quando chegou o convite para um filme de ação rodado no Pará, aceitei antes de ler o roteiro. Passar dois meses na Amazônia, com a história de uma médica voluntária, me atraiu. Nunca tinha filmado no norte do país e vivi semanas maravilhosas ao lado da equipe e da população local que nos recebeu de braços abertos.
O filme tem a presença de atores e idiomas indígenas. Por que fizeram questão disso?
Gustavo Bonafé: Desde o roteiro, trabalhamos com a Val Munduruku, uma mulher indígena, como consultora. Tínhamos uma preocupação enorme de cuidar bem do pano de fundo e tocar com propriedade no tema. Ela nos indicou a aldeia onde poderíamos filmar. Quis que tivesse cenas em que falassem a língua porque achava importante, traz dose boa de realidade. Eles mesmos fazem trabalho de recuperação.
Como foi o contato com indígenas nas gravações?
GA: A presença indígena no filme não é decorativa, é completamente estrutural, desde o início. Já gravei antes na floresta e a minha relação sempre foi de observação e de escuta. Porque não é um tema simples. Me trouxe muita compreensão e consciência.
Publicado em VEJA São Paulo de 13 de março de 2026, edição nº 2986





