‘Destruição Final 2’ parece ter sido feito com inteligência artificial
Segundo filme da franquia com Gerard Butler e a brasileira Morena Baccarin tem roteiro e efeitos especiais duvidosos
Continuação da franquia apocalíptica, Destruição Final 2 não soa nada espontâneo. O diretor Ric Roman Waugh e a dupla principal, o escocês Gerard Butler e a brasileira Morena Baccarin, retornam para dar sequência ao filme de 2020, lançado em um momento condizente com a sensação de fim do mundo.
Com a mesma fórmula, a nova instância tem um desenvolvimento duvidoso. Depois de fugirem para um bunker na Groenlândia diante da colisão do cometa Clarke, agora o bunker é destruído e eles saem rumo à Europa, onde a cratera do asteroide pode ter gerado condições favoráveis para a vida humana, em meio às tempestades radioativas.
No meio do caminho, terão que enfrentar outras provações do fim do mundo, como chuvas de meteoros e um deserto congelado.
As propostas do diretor seguem a linha narrativa do longa anterior, com tensão e risco de vida em cada cena, mas os efeitos especiais são muito artificiais e nada imersivos. Assim como diversos diálogos do roteiro, parecem ter sido feitos por inteligência artificial. Não se cria apego pelos personagens.
NOTA: ★★☆☆☆
Publicado em VEJA São Paulo de 13 de fevereiro de 2026, edição nº 2982





